domingo, novembro 21, 2021

FUNDA|MENTAL 121

 José de Matos-Cruz | 24 Fevereiro 2022 | Edição Kafre | Ano IV – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

24FEV1927-27JAN2017 - Paulette Germaine Riva, aliás Emmanuelle Riva: Artista francesa, cantora e fotógrafa, actriz de teatro e cinema (Thérèse Desqueyroux - 1962 de Georges Franju, ou Amor / Amour - 2012 de Michael Haneke), poetisa (Juste Derrière le Sifflet des Trains - 1969, Le Feu des Miroirs - 1975 e L’Otage du Désir - 1982); símbolo da Nouvelle Vague, protagonista sublimada de Hiroxima, Meu Amor / Hiroshima Mon Amour (1959 - Alain Resnais) - «Vi tudo… Tudo!».

26FEV1928-24OUT2017 - Antoine Dominique Domino Jr, aliás Fats Domino: Artista americano, compositor, cantor e pianista; autor / intérprete de The Fat Man (1949), ou de Ain’t That A Shame (1955) - «Toda a gente começou por chamar rock’n’roll à minha música, mas não era nada mais, nada menos do que o mesmo rhythm’n’blues que eu andava a tocar em Nova Orleães» (1991).

27FEV1933-08AGO1978 - Rui de Moura Ribeiro Belo, aliás Ruy Belo: Escritor português, poeta e ensaísta, tradutor e professor do ensino secundário; licenciado em Direito (1956) e em Filologia Românica (1967), doutorado em Direito Canónico (1958, Roma), director literário da Editorial Alster, chefe de redacção da revista Rumo, investigador da Faculdade de Letras de Lisboa (1961), leitor de Português na Universidade de Madrid (1971) - «Na minha juventude antes de ter saído / da casa de meus pais disposto a viajar / eu conhecia já o rebentar do mar / das páginas dos livros que já tinha lido // Chegava o mês de maio era tudo florido / o rolo das manhãs punha-se a circular / e era só ouvir o sonhador falar / da vida como se ela houvesse acontecido // E tudo se passava numa outra vida / e havia para as coisas sempre uma saída / Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer // Só sei que tinha o poder duma criança / entre as coisas e mim havia vizinhança / e tudo era possível era só querer» (E Tudo Era Possível - in Homem de Palavra[s], 1969). F|M.27-47

29FEV1908-18FEV2001 - Balthasar Klossowski de Rola, aliás Balthus: Artista plástico polaco-francês - «Vejo a adolescência como um símbolo. Não conseguiria pintar uma mulher. A beleza da adolescência é mais interessante. A adolescência encarna o futuro: um ser antes de se transformar em beleza perfeita. Uma mulher já encontrou o seu lugar no mundo, uma adolescente não. O corpo de uma mulher está completo. O mistério desapareceu».

ÁGUA|FORTE


MALA|POSTA

Não existem detalhes biográficos. Balthus é um pintor de quem nada se sabe. Portanto, há que ver os seus quadros…

Balthus
(Telegrama à Tate Gallery - 1968)

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

16NOV1922-18SET2021 - José Augusto Rodrigues França, aliás José-Augusto França: Intelectual, sociólogo e escritor português; ensaísta e ficcionista, historiador, crítico e analista (cinema, arquitectura, literatura, artes plásticas); biógrafo e monógrafo; conferencista e comissário de exposições; professor universitário; director de Colóquio Artes (revista da Fundação Calouste Gulbenkian - 1971-1997); autor desde Natureza Morta (1949), ou de Charles Chaplin – O Self-Made-Myth (1957), até Lisboa – História Física e Moral (2008) - «Fui para Paris pela primeira vez em 1946, em viagem. Havia realmente uma respiração ali, que eu antes ignorava. […] Lembro-me de ver o primeiro cartaz do Partido Comunista Francês, olhei e não queria acreditar». F|M.66-80

23SET2021 - Auditorium Films estreia Silêncio – Vozes de Lisboa (2020) de Judit Kalmar e Céline Carlisle; documentário sobre a relação entre os fadistas e o mundo, numa Lisboa gentrificada como pano de fundo.


05OUT2021-16JAN2022 - Em Cascais, Fundação D. Luís I apresenta, no Palácio da Cidadela,
João Abel Manta – A Máquina de Imagens - «uma alargada amostra de um dos mais importantes portefólios de desenho, ilustração, design e cartoonismo do último século em Portugal», sendo curador Pedro Piedade Marques.

PASSA|TEMPO

Alfaguara edita O Quarto de Giovanni de James Baldwin (1924-1987); tradução de Valério Romano. F|M.39-44

Antígona edita A Praga Escarlate de Jack London (1876-1916); tradução de Ana Barradas. F|M.41-50

terça-feira, novembro 16, 2021

FUNDA|MENTAL 120

 José de Matos-Cruz | 16 Fevereiro 2022 | Edição Kafre | Ano IV – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

16FEV1937-24SET2017 - João Manuel Soares Ferreira Rosa, aliás João Ferreira-Rosa: Artista português, fadista e letrista; empresário (1965 - A Taverna do Embuçado, em Alfama; final dos anos de 1960 - Palácio Pintéus, em Loures); intérprete de O Embuçado (1964) ou de Fado dos Saltimbancos (1965) - «Nunca fez concessões, cantou sempre o fado tradicional, permanecendo fiel a uma escola que dignificou» (Luís de Castro).

18FEV1899-16NOV1949 - António Fernandes Constantino Aleixo, aliás António Aleixo: Poeta popular português, cauteleiro e cantador; autor de Quando Começo a Cantar (1943), de Intencionais (1945), de Auto da Vida e da Morte (1948) ou de Este Livro Que Vos Deixo (1969 - póstumo) - «Para não fazeres ofensas / E teres dias felizes, / Não digas tudo o que pensas, / Mas pensa tudo o que dizes.».

20FEV1879-21ABR1944 - Adriano de Sousa Lopes: Artista plástico português, pintor e gravador ligado ao modernismo; director do Museu Nacional de Arte Contemporânea (1927) - «A sua obra aparece-nos sob uma aparência de retratista e paisagista, e como um singular pintor da história, ou repórter, mas da história recente, que quis presenciar e testemunhar» (José Luís Porfírio).

22FEV1944-26ABR2017 - Robert Jonathan Demme, aliás Jonathan Demme: Cineasta americano, argumentista e produtor (1987 - Clinica Estetico), distinguido com o Oscar à Melhor Realização por O Silêncio dos Inocentes / The Silence of the Lambs (1991) - «Apesar de os seus títulos mais famosos terem a chancela dos grandes estúdios de Hollywood, […] foi sempre um símbolo de independência» (João Lopes).

23FEV1649-01OUT1708 - John Blow: Organista e compositor britânico do período barroco - executante da Academia de Westminster (1668), doutorado em Música (1678), artista privado do rei James II (1685), autor de Venus & Adonis (1686 - «a primeira ópera inglesa» - Jorge Calado), choirmaster da Catedral de São Paulo (1687), mestre de William Croft, Jeremiah Clarke e Henry Purcell.

ÁGUA|FORTE

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

29JUL1925-02SET2021 - Michail Theodorakis, aliás Mikis Theodorakis: Músico e político grego; compositor, maestro e activista social; autor da banda sonora de Zorba, o Grego / Zorba the Greek  (1964 - Michael Cacoyannis), ou do ciclo de árias Trilogia de Mounthausen (1965) - «Eu não sou um herói. Os heróis morrem jovens. Sou, apenas, um cidadão que cumpre o seu dever… / Se eu não tivesse experienciado o que experienciei, não teria escrito a música que compus. Para mim, a música nunca foi um fim em si mesma, é algo que eu vivi».

02SET--31DEZ2021 - Em Amarante, Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso apresenta Amadeo, Entretecem-se as Gerações… - exposição de artes plásticas com obras de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), António Carneiro (1872-1930), Acácio Lino (1878-1956) e Manuel Monterroso (1876-1968). F|M.11-15-80

15SET2021-09JAN2022 - Em Lisboa, Museu Colecção Berardo apresenta Matéria Luminal - exposição colectiva de arte portuguesa (pintura, desenho, escultura, fotografia, vídeo, instalação multimédia), sendo curador Sérgio Mah.

16SET2021 - Faux produziu, e estreia Paraíso (2021) de Sérgio Tréfaut; documentário sobre um grupo de apaixonados da música brasileira, no Rio de Janeiro.

16SET-31DEZ2021 - Em Lisboa, Hot Clube apresenta Jazz Na Bd - exposição colectiva / internacional de banda desenhada, sendo curador Leonel Santos.

16SET2021-06MAR2022 - No Porto, Museu de Arte Contemporânea de Serralves apresenta Pedro Tudela Na Colecção de Serralves - exposição múltipla (pintura, escultura, performance, multimédia, som e música electrónica experimental, entre 1990 e 2019).

PASSA|TEMPO

Edições Quarto de Jade lança Tu És os Meus Olhos de Maria João Worm. F|M.1-7-16-17-34-73-102

Relógio D’Água edita Peças Em Um Acto de Anton Tchékhov (1860-1904); tradução de António Pescada. F|M.51

domingo, novembro 14, 2021

Extra: AURORA BOREAL em REFLEXOS PARTILHADOS em 2022

Após a trilogia literária (2017/2018-2019-2020) concebida por José de Matos-Cruz e idealizada na visão original por Susana Resende, para Apenas Livros, uma antologia em banda desenhada sobre Aurora Boreal teve apresentação no recente festival Amadora BD, com a presença de alguns dos artistas participantes - Daniel Maia (também coordenador editorial), além de João Raz, José Bandeira e Nuno Dias, autores agora chegados ao universo fantástico da heroína.

Prevista inicialmente para finais deste ano, Aurora Boreal em Reflexos Partilhados será lançada no primeiro trimestre de 2022, em edição sob chancela Kafre/Arga Warga, em ocasião a anunciar, com a intervenção de José de Matos-Cruz, e voltando a reunir autores das diversas recriações em quadradinhos, através de obras curtas já reveladas ou ainda inéditas. Assim, relança-se e culmina um simbólico irradiar de Aurora Boreal, partilhada entre os desafios e os fascínios do imaginário.

quarta-feira, novembro 10, 2021

FUNDA|MENTAL 119

José de Matos-Cruz | 08 Fevereiro 2022 | Edição Kafre | Ano IV – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

09FEV1909-05AGO1955- Maria do Carmo Miranda da Cunha, aliás Carmen Miranda: Artista brasileira, nascida em Portugal e com carreira nos EUA; cantora, bailarina e actriz, de cinema, teatro e televisão; intérprete de A Voz do Carnaval (1933 - Adhemar Gonzaga), a O Castelo das Surpresas / Scared Stiff (1953 - George Marshall) - «A maior humilhação para uma mulher é ser abandonada pelo homem que ama. O homem recupera-se depressa, se o caso é oposto, porque não quer dar o braço a torcer para os amigos. A mulher não: a sua sensibilidade e fraqueza ficam estampadas no seu olhar, no seu rosto, nos seus gestos. É triste».

11FEV1909-05FEV1993 - Joseph Leo Mankiewicz, aliás Joseph L. Mankiewicz: Escritor e cineasta americano, argumentista e produtor; realizador de Bruscamente, No Verão Passado / Suddenly, Last Summer (1959) ou de Autópsia de Um Crime / Sleuth (1971) - «A diferença entre o que se passa na vida e nos filmes, é que, quando escrevemos um argumento, tudo tem de ter lógica e sentido, enquanto, na realidade, não é assim que as coisas acontecem… / Na minha carreira, fui testemunha do início, da ascensão, do auge, do declínio e do crepúsculo do cinema sonoro». F|M.17

12FEV1929-07FEV1985 - Nuno Manuel Maria Caupers de Bragança, aliás Nuno Bragança: Escritor português; ficcionista e dramaturgo, ensaísta literário e crítico de cinema; fundador do Centro Cultural de Cinema (1956), cofundador da revista O Tempo e o Modo (1963); argumentista e roteirista (Os Verdes Anos - 1963 de Paulo Rocha, Nacionalidade: Português - 1973 de Fernando Lopes); autor de Square Tolstoi (1981) ou de Estação (1984) - «Um dia peguei em uma caneta, em um tinteiro e em uma folha de papel, e fui sentar-me a uma pequena mesa em um pequeno gabinete, e escrevi no alto da folha e em letras grandes: u omãi q dava pulus. // Estou sentado num dancing e tenho a mão. Ainda em volta de uma bebida de pressão de ar. / Às vezes, acontece num sítio destes e em hora assim que o pecado original se derreteu num shaker, acabando-se a mortalidade infantil e a Polícia. Sinto essa harmonia. Por cima dos ombros cansados, como um xaile da leveza dum suspiro de gato. Pelas luzes das mesas e fumo nos olhos trotam as mais certeiras notas de piano.». (A Noite e o Riso - excertos, 1969). F|M.44

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

09ABR1933-06SET2021 - Jean-Paul Charles Belmondo, aliás Jean-Paul Belmondo: Actor francês de teatro, televisão e cinema; produtor (1971 - Cerito Films); intérprete notável de Claude Chabrol (Pedido de Divórcio / À Double Tour - 1959), Jean-Luc Godard (O Acossado / À Bout de Souffle - 1959, Pedro, o Louco / Pierrot le Fou - 1965), Philippe de Broca (Cartouche - 1962), François Truffaut (A Sereia do Mississipi / La Sirène du Mississipi - 1959) ou Jacques Deray (Borsalino - 1970), além de Marcel Carné, Claude Lelouch, Louis Malle, Jean-Pierre Melville, Alain Resnais, Claude Sautet, Vittorio de Sica ou Agnès Varda - «Toda a gente gostaria de ter sido amiga dele» (François Hollande).

08SET-17OUT2021 - Museu de Lisboa - Teatro Romano apresenta, na bienal Mostra Espanha, Ars Fatum – Máscaras Que Falam - exposição com 19 esculturas de máscaras em cerâmica decorada e 19 composições gráficas às mesmas alusivas, em parceria entre a artesã Juanma Pérez Vinagre e o desenhador Samuel López-Lago.

11SET2021-27FEV2022 - Em Vila Franca de Xira, Museu do Neo-Realismo expõe Jorge Vieira [1922-1998]: Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido, sendo curadoras Leonor Oliveira e Paula Loura Batista. F|M.112

07OUT2021-10JAN2022 - Em Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com Musée Hergé, apresenta Hergé - exposição dedicada ao criador (aliás Georges Prosper Remi, 1907-1983) de Tintin (1929), e revelando as diversas facetas do autor, da ilustração aos quadradinhos, passando pela publicidade, pela imprensa ou pelo desenho de moda e pelas artes plásticas. F|M.23-29-45

PASSA|TEMPO

E-Primatur edita Entre os Dois Palácios de Naguib Mahfouz (1911-2006); tradução de Bard Hassanein e Margarida Abrantes.

segunda-feira, novembro 08, 2021

FUNDA|MENTAL 118

 José de Matos-Cruz | 01 Fevereiro 2022 | Edição Kafre | Ano IV – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

03FEV1809-04NOV1847 - Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy, alias Felix Mendelssohn: Compositor e maestro, pianista e organista alemão, ligado ao romantismo; autor de óperas, oratórias, sinfonias, concertos, música de câmara, para órgão e piano - «As palavras parecem-me tão ambíguas, tão imprecisas, tão facilmente mal interpretadas - em comparação com a verdadeira música, que preenche o espírito bem melhor que um texto escrito… Os pensamentos expressos pela minha música favorita são reveladores, e não demasiado indefinidos, como os transmitidos pela literatura».

06FEV1608-18JUL697 - Padre António Vieira: Escritor e diplomata português, filósofo e orador da Companhia de Jesus - «O tempo, como o Mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são estes instantes do presente que imos vivendo, onde o passado se termina e o futuro começa».

ALGO|RITMO

ÁLVARO DO CARVALHAL

Álvaro do Carvalhal Sousa Teles  nasceu em Padrela, no concelho de Valpaços, a 3 de Fevereiro de 1844. Iniciou a sua actividade literária com dezassete anos, quando, ainda aluno do liceu, publica a peça O Castigo da Vingança. A escolha de temas profundamente inquietantes, onde se cruzam o fantástico, o exótico, a ironia e o medo, fazem dele um caso singular na literatura oitocentista portuguesa. Longo seria o caminho até que as letras portuguesas lhe abrissem o seu corredor, reconhecendo o valor inestimável das narrativas recolhidas em Contos, que tentou ao máximo preparar antes de ser vitimado por um aneurisma. Morreu a 14 de Março de 1868, com apenas vinte e quatro anos, enquanto frequentava o 4.º ano de Direito na Universidade de Coimbra.

PORTA|VOZ

Há-de tomar o pregador uma só matéria, há-de defini-la para que se conheça, há-de dividi-la para que se distinga, há-de prová-la com a Escritura, há-de declará-la com a razão, há-de confirmá-la com o exemplo, há-de amplificá-la com as causas, com os efeitos, com as circunstâncias, com as conveniências que se hão-de seguir, com os inconvenientes que se devem evitar; há-de responder às dúvidas, há-de satisfazer as dificuldades, há-de impugnar e refutar com toda a força de eloquência os argumentos contrários, e depois disto há-de colher, há-de apertar, há-de concluir, há-de persuadir, há-de acabar. Isto é sermão, isto é pregar e o que não é isto, é falar de mais alto. Não nego nem quero dizer que o sermão não haja de ter variedade de discursos, mas esses hão-de nascer todos da mesma matéria, e continuar e acabar nela.

Padre António Vieira
-
Sermão da Sexagésima (excerto - 1655)

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

07NOV1942-31AGO2021 - Pedro Andrade Efe, aliás Pedro Efe: Cineasta português; actor (desde O Passado e o Presente (1971 - Manoel de Oliveira), realizador (assim Lisboa 94, Capital da Cultura - 1994), produtor de cinema e televisão (como História do Cinema Português (após 1995); técnico (iluminador, fotógrafo, grupista) de António Faria e Fernando Lopes a João Botelho, de António de Macedo e Alberto Seixas Santos a António-Pedro Vasconcelos; membro de Cinegra ou Unifilme, de Tobis Portuguesa (1982), sócio fundador de Cinequanon (1974), e de Acetato (1987); distinguido com o Prémio Sophia Carreira 2019 - «Um profissional versátil e polivalente, uma personalidade intensa e carismática» (António Martins).

25JUN1925-02SET2021 - Maria Isabel Guerra Bastos Gonçalves, aliás Isabel da Nóbrega: Escritora portuguesa; ficcionista e dramaturga, cronista e tradutora; autora de Viver Com os Outros (1964) ou de Solo Para Gravador (1973) - «…Sugere um grande, um inesgotável conhecimento de casos e coisas, coisas vividas, textos religiosos e literários, terminologias científicas, problemas de casuística familiar, conhecimentos colhidos em campos heterogéneos de convivência ou de informação que os jornais não registam, colhidos em viagens, leituras e arte, uma fina percepção de motivações, sobretudo femininas» (Óscar Lopes).

PASSA|TEMPO


Livros do Brasil edita, na colecção Clássicos Portugueses,
Os Canibais e Outros Contos de Álvaro do Carvalhal (1844-1868); introdução e fixação de texto por Gianluca Miraglia.

quinta-feira, outubro 28, 2021

FUNDA|MENTAL 117

José de Matos-Cruz | 24 Janeiro 2022 | Edição Kafre | Ano IV – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

28JAN1916-01MAR1996 - Vergílio António Ferreira, aliás Vergílio Ferreira: Escritor e professor português, ficcionista e ensaísta: «E, todavia como é difícil explicar-me! Há no homem o dom perverso da banalização. Estamos condenados a pensar com palavras, a sentir com palavras, se queremos pelo menos que os outros sintam connosco. Mas as palavras são pedras.» (Aparição - excerto, 1959). F|M.2-45

28JAN1917-28NOV1998 - Américo Leite Rosa: Cineasta português, documentarista (após 1951), produtor (1963), realizador (Passagem de Nível - 1965); decorador, caracterizador; locutor e actor de rádio (1938) e de cinema (após 1942).

31JAN1797-19NOV1828 - Franz Peter Schubert, aliás Franz Schubert: Compositor austríaco, entre o fim do classicismo e início do romantismo, criou peças musicais (lied), sinfonias, óperas e sonatas; autor de Sinfonia Em Si Menor / Sinfonia Incompleta (1822), de Ave Maria / Ellens Dritter Gesang (1825) ou de Viagem de Inverno / Winterreise (1827) - «Durante anos, senti-me dividido entre a maior das dores e o maior dos amores. Durante anos cantei lieder. Se queria cantar o amor, para mim ele transformava-se em dor; se queria novamente só cantar a dor, para mim ela transformava-se em amor. Sinto-me o homem mais infeliz e desventurado deste mundo… Creio que nunca voltarei a estar bem, e tudo o que faço para tentar melhorar a minha situação, na realidade, torna-a pior» (1824). F|M.52-101

 ÁGUA|FORTE

 

Passagem de Nível

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

26JUL1940-23AGO2021 - Jean-Luc Nancy: Filósofo francês, ligado ao desconstrutivismo; discípulo de Jacques Derrida; ensaísta e professor universitário (Estrasburgo, 1968-2004); autor de L’Intrus (2000), ou de Un Trop Humain Virus (2020) - «Devemos reaprender a respirar e a viver. Sejamos crianças. Recriemos uma linguagem. Tenhamos essa coragem».

02JUN1941-24AGO2021 - Charles Robert Watts, aliás Charlie Watts: Músico inglês, ligado ao jazz; baterista de The Rolling Stones (desde 1963); artista gráfico, designer, ilustrador e cenógrafo; fundador da Charlie Watts Orchestra (1985) - «Era o baterista supremo. O homem com mais estilo, uma companhia brilhante» (Elton John).

03-19SET2021 - Em Beja, decorre o XVI Festival Internacional de Banda Desenhada, sendo director Paulo Monteiro. F|M.6

INTER|MÉDIO

OUTRAS BANDAS # 5 – HERÓIS PORTUGUESES [TÁGIDE]

O colectivo informal Tágide faz uma fuga à regra na publicação do Outras Bandas, ocupando inteiramente este número com a compilação de Heróis Portugueses, a iniciativa que o grupo realizou durante o último ano e que visa celebrar as principais personagens da Banda Desenhada portuguesa e seus respectivos autores. Zé Povinho, Quim e Manecas, Eternus9, Porto Bomvento, Salta-Pocinhas, Jim del Mónaco, O Corvo, Loverboy, A Pior Banda do Mundo e Dog Mendonça têm em comum ser alguns dos mais reconhecíveis heróis da banda desenhada portuguesa. Mas o manancial criativo não se esgota nestas personagens, apesar da infeliz noção de que a BD nacional não é feita de heróis, mas de obras com protagonistas circunscritos à narrativa – o que não é verdade. Embora o mercado português seja limitado para o crescimento de grandes colecções, existem dezenas de criações originais e figuras lendárias adaptadas à BD, que desde há já um século vêm a caracterizar a nossa 9ª Arte. Foi para celebrar essas personagens e resgatar do esquecimento muitas outras, no processo homenageando os escritores e desenhadores, que o colectivo Tágide se desafiou a ilustrar 100 dos principais heróis da banda desenhada lusitana! Tágide – Colectivo de Banda Desenhada|02SET2021

F|M.7-24-55-79-91

PASSA|TEMPO

Dom Quixote edita Paixão de Maria Teresa Horta. F|M.54

segunda-feira, outubro 18, 2021

FUNDA|MENTAL 116

José de Matos-Cruz | 16 Janeiro 2022 | Edição Kafre | Ano IV – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

19JAN1809-07OUT1849 - Edgar Poe, aliás Edgar Allan Poe: Escritor americano, ligado ao movimento romântico e ao estilo gótico; ficcionista e poeta, crítico literário e editor; autor de A Narrativa de Arthur Gordon Pym de Nantucket (1838), de A Queda da Casa de Usher (1839), de Os Crimes da Rua Morgue (1841), de O Poço e o Pêndulo (1842), de O Escaravelho de Ouro (1843), de A Carta Roubada (1844) ou de O Corvo (1845) - «A beleza de qualquer espécie, na sua evolução suprema, provoca inevitavelmente as lágrimas de qualquer alma sensível».

19JAN1884-13MAR1949 - Albino Maria Pereira Forjaz de Sampaio, aliás Albino Forjaz de Sampaio: Escritor e bibliógrafo português - «O que é a vida? Não sei. Eu tenho visto nela muita torpeza e muita lama. Sê mau, ouves? Sê mau. Tens que ser muito mau que a “terra vive do mal”. / Às vezes sinto-me fatigado de só o ter sido mediocremente. / Ah! Eu nunca poderia vir a ser um Nero! E Nero que incendiou Roma não é bem maior do que S. Francisco de Assis? Incendiar uma cidade é bom, mas incendiar o mundo? Incendiar o mundo, ó gentes? Que grande obra para um caricaturista! A lama a não querer morrer, a fugir do braseiro… / Nesta hora, pensa, quanta sinceridade não haveria… no egoísmo do salvamento. Que de crimes essa última hora não conteria! / E o fogo, o fogo enorme, lambendo tudo, triturando tudo, por entre o rir das labaredas até que a terra desfeita em cinza, como um bando enorme de andorinhas, voasse pelo espaço através dos séculos.» (Segunda Carta, excerto - in Palavras Cínicas, 1905).

19JAN1943-04OUT1970 - Janis Lyn Joplin, aliás Janis Joplin: Compositora e cantora americana de rock, soul e blues, autora de Pearl (lançado em 1971) - «Mesmo que os nossos lábios não se cruzem novamente, posso dizer em silêncio tudo aquilo que ficou escondido para sempre. Haverá momentos em que os nossos pensamentos se encontrarão no espaço e, assim, sentiremos falta de estarmos novamente juntos». 

 

FUNDA|MENSAL

CONTRA|TEMPO

REVISÕES

A convergência entre quadradinhos e fotogramas veio privilegiar uma segunda vida para os heróis de papel configurados em película, graças ao prodígio dos actuais processos tecnológicos. O novo milénio culminou, assim, uma tendência que se manifestara pelo último quartel do Século XX, aliás acentuando uma tradição consagrada pelo cinema americano, sobretudo desde os meados da década de 1930. Tal correspondeu, então, a uma intensa e decisiva fusão mediática sobre o tão popular fenómeno dos serials - o qual, por sua vez, remonta aos primórdios de um imaginário aventuresco em que se forjou a própria lenda de Hollywood.


O Esquadrão Suicida
(2021 - James Gunn)

A evocação daquele universo pioneiro e primordial, que corresponde à transposição para grande ecrã dos maiores heróis de banda desenhada, celebrados na Época de Ouro, implica uma passagem pelo território virtual de transição - em que o apelo à cinefilia foi, caprichosamente, estimulado pela nostalgia dos clássicos. Refazer essa memória significa, desde logo, recordar que a principal característica estilizada, a partir de meados dos últimos anos de 1970, consistiu em superar a mera ilustração fílmica, por uma eficaz transferência dos modelos e códigos da narração gráfica. Nesta conformidade, leitura e espectáculo revestiram a acção sob um desígnio mágico ou irreversível.

ALGO|RITMO

Relógio D’Água edita Averno de Louise Glück; tradução de Inês Dias. F|M.73

Relógio D’Água edita A Íris Selvagem de Louise Glück; tradução de Ana Luísa Amaral. F|M.73

Relógio D’Água edita Uma Vida de Aldeia de Louise Glück; tradução de Frederico Pedreira. F|M.73

Relógio D’Água edita Noite Virtuosa e Fiel de Louise Glück; tradução de Margarida Vale de Gato. F|M.73