Novos newsletters inéditos foram carregados no blog Imaginário-Médio na passada semana e fim-de-semana, alusivos à data virtual de
Agosto de 2012; estes incluem os Imaginários #381, #382, #383 e #384 - como sempre, estão acessíveis nos links indicados.
segunda-feira, outubro 09, 2017
quinta-feira, outubro 05, 2017
IMAGINÁRiO: Extra – SUPER PETER: Family Day
Os
maiores super-heróis de banda desenhada compareceram na St. Peter’s International School, em Palmela, para testemunharem o nascimento de
Super Peter, durante o Family Day, um evento anual que reúne a
comunidade educativa em convívio e celebração.
Tal
ficou assinalado num sugestivo livreto de fan art, com
assinatura de Daniel Maia (desenho/arte final). O texto foi escrito
por Sérgio Franclim, com Diogo Simão como editor,
cores digitais por Nimesh Morarji (capa) e Pedro Serpa
(contracapa), e tons cinzentos digitais nas páginas interiores por
Nimesh Morarji, Pedro Serpa e William Borges. O design e a
contracapa estiveram a cargo de Oriana Sousa.
Personificando
os valores e as valências por que se rege o colégio, Super Peter
alia o carácter pedagógico às virtualidades lúdicas e simbólicas
que o convertem, a partir do ano lectivo de 2016/2017, em mascote
para matérias relacionadas com educação e promoção de projectos.
Sendo
uma obra curta, alusiva e festiva, Super Peter – Family Day
distingue-se pela notável qualidade que o talento e a sensibilidade
artística de Daniel Maia conferem à sua criação/expressão
gráfica e dinâmica. Conciliando as motivações didácticas e de
entretenimento, ao melhor nível das publicações e dos paladinos em
que se inspira e a que presta homenagem.
terça-feira, outubro 03, 2017
IMAGINÁRiO #683
José
de Matos-Cruz | 16 Novembro 2018 | Edição Kafre | Ano XV – Semanal
– Fundado em 2004
PRONTUÁRiO
MARAVILHAS
«Naufragar,
só por si, já é terrível, mas naufragar em algo que não existe,
é ainda mais terrível…» - assim introduz Fred o desafio heróico
de Philémon,
ao precipitar-se num «mundo maravilhoso». Definição esta
atribuída por René Goscinny, em 1965, responsável pela revista
Pilote
quando O Náufrago do “A”
/ Le Naufragé du “A” lhe
foi proposto, reclamando Fred o argumento e a ilustração. Em boa
hora, pois garantiam-se as plenas características de uma obra-prima
incomparável - graças à imaginação prodigiosa de Fred, aliás
Frédéric Othon Théodore Aristidès (1931-2013), um dos mais
talentosos / virtuais artistas dos quadradinhos franceses para
adultos. Onírico, absurdo, surreal, satírico, Fred concebe /
ilustra O Náufrago do “A”,
espraiado entre umas misteriosas ilhas do Atlântico… Narração
fascinante, expressão estilizada - uma fábula clássica, e cuja
actualidade testemunha, com sugestão cultural / nostálgica, as
contradições e os paroxismos da nossa sociedade, através da
volúvel identidade humana. IMAG.459-495
INVENTÁRiO
Guilherme
Centazzi
Em
1840 foi publicado em Lisboa, pela Tipografia de António José da
Rocha, o primeiro tomo do romance O
Estudante de Coimbra, do
médico português Guilherme Centazzi, com o subtítulo Relâmpago
da História Portuguesa Desde 1826 até 1838.
No ano seguinte seriam publicados mais dois tomos.
Sendo
a segunda obra de ficção em prosa de Centazzi - que havia
publicado, em 1838, Carlos e
Julieta -, O
Estudante de Coimbra
constitui um marco fundamental, pela sua estrutura e estilos
narrativos, na Literatura Portuguesa, devendo considerar-se o
pioneiro romance moderno escrito por autores portugueses.
Com
efeito, embora ainda em finais dos anos 30 do século XIX tenham
começado a surgir diversos contos em revistas literárias,
nomeadamente n’O Panorama
e no Mosaico,
considerava-se, até agora, que fora Alexandre Herculano e Almeida
Garrett que tinham introduzido em Portugal o romantismo, quer através
de Eurico, o Presbítero
quer com O Arco de Santana
e Viagens na Minha Terra.
Porém, na verdade, o romance O
Estudante de Coimbra é, do
ponto de vista cronológico, anterior a todas estas obras de ficção.
Contudo,
por razões desconhecidas, nunca até agora este romance de Guilherme
Centazzi foi referenciado como a pioneira obra de ficção moderna
portuguesa, sendo omitida na generalidade dos ensaios literários e
académicos desde o Século XIX até aos nossos dias.
CALENDÁRiO
5MAI-08OUT2017
- Em Lisboa, Pavilhão Branco da Galeria Municipal apresenta O
Oco e a Emenda - exposição
de escultura de Paloma Bosquê (Brasil).
19MAI-17SET2017
- Em Lisboa, Museu Colecção Berardo expõe Aprender
a Viver Com o Inimigo de
Pedro Neves Marques, sendo curador Pedro Lapa.
20MAI-03SET2017
- Em Lisboa, Carpintarias de São Lázaro apresenta, no âmbito da
Capital Ibero-Americana de Cultura, Shadows
- exposição sobre fotografia de Alfredo Jaar (Chile).
13JUL-07OUT2017
- Em Lisboa, Museu do Dinheiro apresenta Marca
de Água - exposição de
escultura de Carla Rebelo.
20JUN1928-15JUL2017-
Martin Landau: Actor americano de cinema e televisão - «Ninguém
me conhecia… Apenas sabiam - produtores, realizadores, directores
dos estúdios - que eu era o sujeito de Missão
Impossível [1966]».
IMAG.134-446
COMENTÁRiO
A
MÁSCARA DE ZORRO
Forjado
por uma insinuante mescla entre sucesso e sortilégio, o culto dos
heróis corresponde aos valores em causa numa época mitificada, e às
virtualidades de uma reciclagem em cada período de crise ou
nostalgia. Estes vectores, que se afirmaram da memória popular aos
clássicos da literatura, lograram uma correspondência alusiva no
imaginário cinematográfico, sob o signo de Hollywood.
Assim,
raras personagens tiveram tal notoriedade e desempenho como Zorro, ao
longo de décadas. Recriado na sua autenticidade, alvo de versões
subvertoras, ou suscitando inúmeras interpretações apócrifas.
Afinal, esta figura irradiante, sombria, sugere todas as
potencialidades para exaltação: como um conceito, entre os
desígnios do bem e do mal; como um símbolo, nos desafios da justiça
contra a exploração.
Mas
Zorro possui, também, os sinais peculiares mais representativos:
quanto à sua história, sobre a realidade envolta, através do
aspecto e no estigma ritual… Trata-se de um aventureiro romântico,
ou de um misterioso vingador? Quanto ao romanesco original, resultou
dos talentos do escritor Johnston McCulley - em episódios publicados
na revista All Story,
desde 1919 - inspirado em The
Scarlet Pimpernel.
No
ano seguinte, as proezas de Zorro agitavam o ecrã - com Douglas
Fairbanks, dirigido por Fred Niblo. Noutras cerca de quarenta
transposições, sobressaem John Carroll (1937) em serial de William
Witney & John English, Tyrone Power (1940) por Rouben Mamoulian,
Frank Langella (1974) por Don McDougall, Alain Delon (1974) por
Duccio Tessari, ou George Hamilton (1981) numa paródia de Peter
Medak…
No
entanto, o filão estava latente há cerca de meio século - quanto
ao estímulo genuíno de garbo e bravura, ou às características
espectaculares. Até que, por 1992, Steven Spielberg adquiriu os
direitos à Família Gertz, que obtivera o exclusivo de McCulley em
1950. Aliando a Amblin à TriStar, Spielberg - apenas produtor - via
Andy Garcia como Zorro, privilegiando Mikael Salomon entre os
realizadores.
Ora,
o preciosista Salomon abdicou e, em 1994, emergiu um fenomenal Robert
Rodriguez. Porém, Spielberg optou por um director mais seguro e
convencional - Martin Campbell, e como protagonista impôs-se Antonio
Banderas - sex-symbol
latino na América. Este seria o primeiro hispânico a perfilar-se na
saga - e logo, caprichosamente, com A
Máscara de Zorro (1998), numa
assunção sucedânea.
MEMÓRiA
17NOV1928-2005
- Armand Pierre Fernandez, aliás Arman: Pintor e escultor
franco-americano - «O ser humano retrata-se a si mesmo, revela o seu
tempo, a sua ansiedade, os seus gritos, as suas lágrimas e as suas
gargalhadas». IMAG.65
1934-17NOV2008
- Guy Peellaert: Artista belga, pintor, ilustrador, fotógrafo e
autor de banda desenhada, criador de Les
Aventures de Jodelle
(1966) e Pravda,
la Survireuse (1968) - «Um
olhar crítico que jamais perde a sua frescura mesmo quando é feroz,
mesmo se agita o espantalho da violência e se preconiza que, um dia,
a dinamite fará tudo ir pelos ares… Reconhece-se um eco
profundamente universal no seu humor corrosivo, na sua sátira do
mundo mecanizado, da sociedade de consumo e dos falsos sentimentos
que ela engendra» (Henry Chapier). IMAG.225-461
1797-19NOV1828
- Franz Peter Schubert, aliás Franz Schubert: Compositor austríaco:
«Sinto-me o homem mais infeliz e desventurado deste mundo… Creio
que nunca voltarei a estar bem, e tudo o que faço para tentar
melhorar a minha situação, na realidade, torna-a pior» (1824).
IMAG.116-125-203-209-223-285-310-341-366-414-447-495-497-589-596-618
20NOV1808-1875
- Guilherme Centazzi: Escritor português, autor de O
Estudante de Coimbra (1840) -
«Sem dúvida, o melhor espécime da actual escola das belles
lettres portuguesas com que
até à data nos deparámos» (Thomas Carlyle - Fraser's
Magazine, 1848).
IMAG.426-520
21NOV1898-1962
- Bernardo Loureiro Marques, aliás Bernardo Marques: Artista
português, pintor, gráfico, ilustrador - «Os
gestos do início, inseguros, sem peso, aqui e ali postos como
armadilhas de imagens que em breve se precisam com outros, muitos,
sobrepostos, cruzados, ora sustidos como uma respiração súbita,
ora desencadeados com uma certeza imediata. Por eles passam a luz e a
sombra, e o corpo das coisas é deles feito» (Fernando de Azevedo).
IMAG.203-309
1924-22NOV1978
- Vasco Manuel Veiga Morgado, aliás Vasco Morgado: Empresário
teatral e actor do cinema português - «…Era um homem charmoso, um
galã… Uma pessoa adorável, criou-se entre nós uma amizade que
durou até ao fim da vida. A morte do Vasco pode ser a primeira que
me marcou» (Ana Zanatti). IMAG.151-203-363-467
1883-23NOV1958
- Johnston McCulley: Escritor canadense, autor de Zorro,
aparecido na revista All Story
em 1919 - «Todos usam máscaras, em sociedade… Tem a ver com o
modo como as pessoas se manifestam, como se comportam… É algo a
que todos nós recorremos». IMAG.71-87-204-209-405
BREVIÁRiO
Dom
Quixote edita A Vegetariana de
Han Kang; tradução de Maria do Carmo Figueira.
Guerra
& Paz edita Madame Bovary
de Gustave Flaubert
(1821-1880); tradução de Helder Guégués.
IMAG.68-154-170-275-287-350-412-680
Livros
do Brasil edita O Mito de
Sísifo de Albert Camus
(1913-1960): tradução de Urbano Tavares Rodrigues.
IMAG.258-441-508-537-577-615
Sony
Music Portugal edita em CD, sob chancela Columbia Records, Lazarus
Cast Album por Original New
York Cast, David Bowie (1947-2016).
IMAG.194-223-232-292-333-338-488-600-609-610-621
segunda-feira, outubro 02, 2017
IMAGINÁRIO EXTRA - 4ª Conversa(s) sobre Banda Desenhada: Geraldes Lino
Prestes a completar o seu 2º aniversário, a Bedeteca José de Matos-Cruz, integrada na Biblioteca de S. Domingos de Rana, irá promover a 4ª sessão das Conversa(s) sobre Banda Desenhada, no dia 14 de Outubro, Sábado, às 16h. Com moderação pelo anfitrião José de Matos-Cruz, o convidado deste encontro será o divulgador de BD e editor de fanzines Geraldes Lino, sob o tema "Entre o Fascínio e os Fanzines."
A entrada é gratuita e limitada aos lugares existentes, e, como sempre, agradece-se a divulgação da iniciativa.
A entrada é gratuita e limitada aos lugares existentes, e, como sempre, agradece-se a divulgação da iniciativa.
domingo, outubro 01, 2017
Imaginário-Médio: newsletters de Julho 2012
Mais newsletters antigos foram carregados no blog Imaginário-Médio no final da semana e fim-de-semana, desta feita alusivos à data virtual de Julho de 2012, incluindo os Imaginários #377, #378, #379 e #380 - como sempre, acessíveis doravante nos links indicados.
quarta-feira, setembro 27, 2017
IMAGINÁRiO #682
José
de Matos-Cruz | 08 Novembro 2018 | Edição Kafre | Ano XV – Semanal
– Fundado em 2004
PRONTUÁRiO
PARAFERNÁLIA
Mais
uma vez, a vida do Presidente dos Estados Unidos está em perigo, sob
a ameaça de um génio diabólico. Mas quem o ridículo e sofisticado
Arliss Loveless arquitecta eliminar, com a sua gigantesca e mostruosa
Tarântula, é um líder de outros tempos, o honorável Ulysses S.
Grant. Na pista de Loveless, cada um por seu lado, seguem dois
agentes governamentais: o negro James West, sempre expedito; e o
hábil Artemus Gordon, cheio de expedientes. Quando se cruzam,
inevitavelmente fazem faísca, porém acabam por cumpliciar talento e
energia - pois, neste mundo de espiões e parafernália, também não
faltam as mulheres enigmáticas e sensuais… Pelo enleio de um
espectáculo divertido, empolgador, Barry
Sonnenfeld
faz vacilar, em Wild
Wild West
(1999), as rígidas fronteiras entre a ambição e a integridade, a
perversidade e a expiação, insinuando - num desafio ambíguo,
quanto a alianças ou conspirações - que a bravura não é um
prodígio, sob o hábil manejo das armas, nem o crime uma fatalidade,
quando o engenho se torna mortífero! IMAG.152-465
CALENDÁRiO
21JUN-16SET2017
- Em Lisboa, Galeria Carlos Carvalho apresenta A
Mecânica da Ausência II -
exposição de fotografia de Carla Cabanas, sendo curador Sérgio
Fazenda Rodrigues. IMAG.398
29JUN-08OUT2017
- Em Guimarães, Centro Internacional das Artes José de Guimarães
expõe Fernando Lanhas
[1923-2012] - Fragmentos:
Algumas Obras Na Colecção de Serralves.
IMAG.395-407-495-604
08JUL-01OUT2017
- Em Lisboa, Palácio Pimenta - Museu da Cidade expõe Do
Carnaval à Luta Livre. Máscaras e Devoções Mexicanas,
sendo curador Anthony Shelton.
11JUL-15OUT2017
- Em Lisboa, Garagem Sul do Centro Cultural de Belém expõe Raio
X de Uma Prática Fotográfica de
Fernando Guerra, sendo curador Luís Santiago Baptista.
13JUL2017
- Faux produziu, e estreia Treblinka
(2016) de Sérgio Tréfaut;
com Isabel Ruth e Kirill Kashlikov.
IMAG.3-91-158-204-354-362-533-564
14JUL-09SET2017
- Em Paços de Ferreira, Museu Municipal do Móvel apresenta Rota
do Românico - Caminho de Encanto
- exposição de fotografia de Norberto Valério e de poesia de
Miguel Gomes.
14JUL-10SET2017
- No Centro Cultural de Cascais, Fundação D. Luís I apresenta
Modos do Olhar
- exposição de pintura de Noronha da Costa.
IMAG.32-405-495-498-604-666
20JUL2017
- Em Évora, Igreja do Salvador apresenta Lugares
Sagrados - As Cubas do Sul de Portugal
- exposição de fotografia de Luís Ferro.
20JUL2017
- Em Évora, Galeria da Casa de Burgos apresenta O
Dualismo da Malagueira -
exposição de fotografia de José M. Rodrigues. IMAG.667
PARLATÓRiO
Eu
diria que a corrupção existe por toda a parte. É uma doença
universal, por assim dizer. Mas há menos corrupção em países em
que os media
têm o poder de informar e de criticar.
Carlos
Fuentes
MEMÓRiA
09NOV1918-2012
- Papiniano Manuel Carlos de Vasconcelos Rodrigues, aliás Papiniano
Carlos: Ficcionista e poeta português, militante comunista, autor de
Mãe Terra
(1948), co-director dos fascículos Notícias
de Bloqueio (1957-1961),
membro do movimento neo-realista - «[Os homens construíram a
cidade,] arrancando as penas das asas do seu sofrimento, a carne
torturada do seu próprio coração…» (Uma
Estrela Viaja Na Cidade -
2010, excerto). IMAG.441
10NOV1668-1733
- François Couperin: Compositor, organista e cravista francês -
«Era o músico poeta par
excellence… Acreditava na
habilidade de a Música (com M maiúsculo) se expressar em sa
prose et ses vers» (Jordi
Savall). IMAG.202-340-434
10NOV1948-1996
- António Mário Lopes Pereira Viegas, aliás Mário Viegas: Actor,
encenador e declamador português, fundador do Grupo 4 e do Novo
Grupo - «Sempre deu o seu testemunho sobre a vida social e política
e, além de criador, foi um homem muito inserido no seu tempo, que
deixa uma grande obra» (Jorge Sampaio - 1996).
IMAG.34-77-196-362-508-557
1932-10NOV2008
- Zenzile Miriam Makeba, aliás Miriam Makeba, Mama
Afrika: «Primeira-dama
da música sul-africana, a sua voz inspirou a esperança» (Nelson
Mandela). IMAG.224-361
11NOV1928-2012
- Carlos Fuentes Macías, aliás Carlos Fuentes: Escritor mexicano,
distinguido com o Prémio Cervantes (1987) - «Chegou
a altura de percebermos que os filhos, vivos ou mortos, felizes ou
infortunados, activos ou passivos, têm o que o pai não tem. São
mais do que o pai e mais do que eles próprios. Os nossos filhos são
os fantasmas da nossa descendência. O filho é o pai do homem».
IMAG.410-510
1922-15NOV2008
- Grace Hartigan: Artista do expressionismo abstracto, companheira e
discípula de Jackson Pollock, «a mais célebre das mulheres
pintoras da América» (Life -
1958). IMAG.225-364
TRAJECTÓRiA
Carlos
Fuentes
Escritor
mexicano, Carlos Fuentes (1928-2012) é considerado um dos maiores
romancistas em língua espanhola, na América Latina, juntamente com
Vargas Llosa, Gabriel Garcia Marquez e Octávio Paz. Foi também
novelista e ensaísta.
Carlos
Fuentes (1928-2012) nasceu na cidade do Panamá, no dia 11 de
novembro de 1928. Naturalizou-se mexicano em 1944. Filho de diplomata
mexicano, passou a infância em diversos países, entre eles
Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Aos 16 anos retornou ao México,
onde permaneceu até 1965.
Formou-se
em Direito pela Universidade Nacional Autónoma do México e em
Economia pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra,
Suíça. Foi professor em Harvard, Cambridge, Princeton e outras
universidades americanas. Exerceu actividades diplomáticas na
França, representando o governo mexicano.
Notabilizou-se
pelo estilo do realismo fantástico, característica frequente em
autores latino americanos. A obra Velho
Gringo (1985),
foi adaptada para o cinema. A sua obra O
Espelho Enterrado (1992), é
um ensaio que vale a pena ser destacado pois, no livro, o escritor
compara a arte anglo-saxónica e a hispânica.
Carlos
Fuentes recebeu o Premio Miguel de Cervantes em 1987, o Premio
Príncipe de Astúrias e o título de doutor Honoris Causa, pela
Universidade das Ilhas Baleares, pela qualidade e extensão de sua
obra, um dia antes de morrer.
Carlos
Fuentes Macias morreu na cidade do México, no dia 15 de maio de
2012.
COMENTÁRiO
Papiniano
Carlos
Ergueu-se
acima da oratória, com vibrante generosidade e algum desdém pelas
artes poéticas, e teve larga influência em poetas ulteriores.
Jorge
de Sena
Miriam
Makeba
Ao
longo de sua vida, Mama
Makeba comunicou uma mensagem positiva ao mundo sobre a luta das
pessoas na África do Sul, e a certeza das vitórias sobre as forças
malignas do apartheid
e do colonialismo, através da arte de cantar.
Nkosazana
Dlamini Zuma
BREVIÁRiO
INCM/Imprensa
Nacional - Casa da Moeda edita Correspondência
Com Eugénio Lisboa de José
Régio (1901-1969); organização de Filipe Delfim Santos.
IMAG.74-104-131-169-222-253-255-276-283-307-335-339-451-516-593
Marcador
edita A Morte de Um Apicultor
de Lars Gustafsson
(1936-2016); tradução de Afonso Cruz, com Mélanie Wolfram.
IMAG.512-614
Relógio
D’Água edita Será Que os
Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? de
Philip K. Dick (1928-1982); tradução de Raquel Martins.
IMAG.136-186-207-358-361-490
segunda-feira, setembro 25, 2017
IMAGINÁRiO – Extra: AS PESSOAS DE MINHA CASA de JÚLIO CONRADO
Originalmente
publicado em 1985 (Círculo de Leitores), por recomendação do júri
do Prémio Círculo de Leitores (1984), e reeditado em 1986 (Vega), o
romance As Pessoas de Minha
Casa, de Júlio Conrado,
regressa em 2017, revisto e com alterações, sob chancela Âncora.
Ou, como salienta o autor, «um trabalho de remodelação», «de
maneira a clarificar certos aspectos indutores de moderada confusão»,
logo tratar-se de «um produto autobiográfico».
Em Apresentação, Júlio Conrado esclarece ainda haver uma «estrutura» «híbrida, isto é, a acção desenvolve-se a partir de uma personagem que em muitos momentos espelha a minha vivência juvenil […], sobrepondo-lhe uma outra figura, a mesma personagem em versão adulta, rigorosamente inventada, tendo como pano de fundo a vida quotidiana na cidade de Lisboa num período que vai do Verão quente de setenta e cinco aos primeiros anos oitenta do século passado». Assim também, a «Vila das Quintas do livro é a Carcavelos dos anos quarenta, cinquenta, a terra das minhas infância e adolescência». Por outro lado, incluem-se agora passagens de «um caderno cujas páginas [foram] preenchidas à mão, sob o título de Memórias Eróticas no Tempo dos Amores Difíceis, e com a assinatura de Serafim João» – supostamente, um pseudónimo do incidental protagonista, chamado Aurélio Romeira…
Em Apresentação, Júlio Conrado esclarece ainda haver uma «estrutura» «híbrida, isto é, a acção desenvolve-se a partir de uma personagem que em muitos momentos espelha a minha vivência juvenil […], sobrepondo-lhe uma outra figura, a mesma personagem em versão adulta, rigorosamente inventada, tendo como pano de fundo a vida quotidiana na cidade de Lisboa num período que vai do Verão quente de setenta e cinco aos primeiros anos oitenta do século passado». Assim também, a «Vila das Quintas do livro é a Carcavelos dos anos quarenta, cinquenta, a terra das minhas infância e adolescência». Por outro lado, incluem-se agora passagens de «um caderno cujas páginas [foram] preenchidas à mão, sob o título de Memórias Eróticas no Tempo dos Amores Difíceis, e com a assinatura de Serafim João» – supostamente, um pseudónimo do incidental protagonista, chamado Aurélio Romeira…
Eis,
portanto, a estratégia recorrente de uma escrita múltipla, sobre a
realidade e a imaginação, cuja arquitectura temporal se privilegia
e reexpõe. Através de peripécias formuladas, de alusões
suprimidas, de referências acrescentadas e de implicações em
revitalização. Sem que a essência primordial se atenue, no âmbito
narrativo ou por uma abrangente contextualização. Revelando,
reflectindo, Júlio Conrado envolve-nos, com argutas ironia e
subtileza, num jogo íntimo ou simulado de turbulência
e coloquialidade, de encantos e decepções, sobre o autêntico e o
actual, a experiência e a maturidade, a própria matéria pretérita
e a consistente virtualização interactiva. Um criador versátil e
prolífico em inquieta ou explícita evolução perante a sua obra,
tornando o repositório matricial
d’As Pessoas de Minha Casa
em manancial de inesperadas,
surpreendentes assunções e alternativas. Um
testemunho fascinante e caprichoso, um novelesco volúvel e
acutilante, conjugando os contrastes da ficcionação com os
artifícios da existência.
IMAG.
24-44-184-222-271-292-345-460-565-675
José
de Matos-Cruz
domingo, setembro 24, 2017
Imaginário-Médio: newsletters de Junho 2012
Durante a passada semana, mais um mês de newsletters antigas, relativas à data virtual de Junho de 2012, foram recuperadas no blog Imaginário-Médio, partilhadas nos links #373, #374, #375 e #376, que permanecem disponíveis para visita.
terça-feira, setembro 19, 2017
IMAGINÁRiO #681
José
de Matos-Cruz | 01 Novembro 2018 | Edição Kafre | Ano XV – Semanal
– Fundado em 2004
PRONTUÁRiO
INOCÊNCIA
As
tradicionais guerras entre cão e gato, que inspiraram as fábulas de
outros tempos e se reflectiram pelos imaginários da animação,
culminariam afinal num pacto de paz e cumplicidade, sob o signo da
banda desenhada. Tudo, graças a Mutts
(1994) - uma obra concebida e ilustrada por Patrick McDonnell.
Ingénuas, irónicas, surpreendentes, as proezas de Earl e Mooch
transfiguram uma vivência quotidiana, estilizada pelo olhar humano -
e, assim, reinvestidas à primordial dimensão realista. Tudo, para
que cada um de nós se divirta e reencontre, pelas emoções mais
genuínas. Como apreciou Charles M. Schulz - o privilegiado autor de
Peanuts,
e pai do irreverente Snoopy - «Mutts
é
tudo o que uma tira deveria ter. Dá sempre gozo lê-la, e as duas
personagens principais são maravilhosamente inocentes. Patrick criou
um pequeno mundo, que existe dentro de si próprio». Heróis por
conta própria, irresistíveis, Earl descobre que, quando está em
maus lençóis, o melhor é ir para debaixo da cama; já Mooch é
mais simples e directo, enquanto dá largas à sua filosófica
indolência: «Ronrono, logo existo!». IMAG.489
CALENDÁRiO
JUN-14JUL2017
- Em Lisboa, Espaço Novo Banco apresenta A
Voz Na Cabeça - exposição
de fotografia de Valter Vinagre. IMAG.248-538-580-584-614-640-671
JUN-31OUT2017
- No Porto, Antigos Armazéns da Croft apresenta Porto
e Douro: Through the Lens -
exposição de fotografia (1845-1975) de Emílio Biel, Domingos
Alvão (Casa Alvão), António Beleza (Estúdio
Beleza) e Frederick William Flower.
21JUN-12JUL2017
- Em Lisboa, Casa-Museu Medeiros e Almeida apresenta Passeio
de Uma Rapariga Europeia -
exposição de pintura e desenho de Manuel Vilarinho.
22JUN-09SET2017
- Em Lisboa, Galeria 111 apresenta #Nervosa
- exposição de pintura de Rui Miguel Leitão Ferreira.
23JUN-29JUL2017
- Em Lisboa, Fundação Carmona e Costa apresenta Missão
Fria - exposição de desenho
de Pedro Casqueiro, sendo curador Bruno Marchand.
30JUN-09SET2017
- Bedeteca da Amadora expõe As
Cadernetas e os Desenhadores - À Procura da Simbiose Perfeita,
em parceria entre a Câmara Municipal da Amadora e o Clube Português
de Banda Desenhada.
06JUL-22SET2017
- Em Lisboa, Museu do Oriente apresenta, com AJA / Associação José
Afonso (1929-1987) e Câmara Municipal de Grândola, Desta
Canção Que Apeteço -
exposição sobre a Obra
Discográfica de José Afonso 1953-1985,
a partir de uma pesquisa de Miguel Gouveia e Cláudia Lopes.
IMAG.6-119-170-237-269-328-421-422-427-599
08JUL2017
- Em Cascais, Bedeteca José de Matos-Cruz / Biblioteca Municipal de
S. Domingos de Rana leva a efeito a 3.ª sessão das Conversa(s)
Sobre Banda Desenhada, sendo
convidados Jorge Magalhães & Catherine Labey.
IMAG.126-129-132-147-150-160-234-256-385-404-414-416-420-430-453-550-626-648
13JUL-17SET2017
- Centro de Exposições de Odivelas apresenta O
Corpo e a Cor - exposição
de pintura de Sofia Bobone.
VISTORiA
Sem
autenticidade, sem educação, sem liberdade no seu significado mais
amplo – na relação consigo mesmo, com as próprias ideias
pré-concebidas, até mesmo com o próprio povo e com a própria
história – não se pode imaginar um artista verdadeiro; sem este
ar, não é possível respirar.
Ivan
Turgéniev
-
A Propósito de ‘Pais e
Filhos’
MEMÓRiA
1915-03NOV1998
- Robert Kahn, aliás Bob Kane: Artista americano de
quadradinhos, criador do Homem-Morcego (1939) - «Toda a imortalidade
de que Batman
desfruta, provém do meu estilo original, que perdurou durante vinte
anos, e não do new look que
entretanto lhe atribuíram».
IMAG.2-62-201-208-227-292-399-419-536-546
04NOV1908-2005
- Józef Rotblat, aliás Joseph Rotblat: Cientista britânico de
origem judaico-polaca, físico, galardoado com o Prémio Nobel da Paz
(1995) com a Pugwash, organização de luta contra as armas
nucleares, da qual foi um dos fundadores. IMAG.56
1942-04NOV2008
- John Michael Crichton, aliás Michael Crichton: Escritor e produtor
americano, de cinema e televisão, autor de Parque
Jurássico -
«Qualquer descoberta é
sempre, mas sempre, uma violação do mundo natural».
IMAG.26-223-391
09NOV1818-1883
- Ivan Sergueievitch
Turgéniev: Romancista
e dramaturgo russo - «No final, a Natureza é inexorável. Ela não
tem razão para se apressar e, mais cedo ou mais tarde, tudo o que a
ela pertence, a ela voltará, sempre inconsciente e inflexivelmente
obediente às suas próprias leis, que não conhecem a arte, assim
como não conhecem a liberdade e a bondade».
IMAG.179-200-202-220-335-338-433
1792-13NOV1868
- Gioacchino Antonio Rossini, aliás Gioacchino Rossini: Compositor
italiano - «Em criança, eu tinha uma bela voz… Os meus pais
faziam-me cantar no coro da igreja. Foi quando um tio, barbeiro de
profissão, os convenceu da oportunidade de impedir a mudança da
minha voz, pois assim tornar-me-ia uma fonte segura de rendimento
para toda a família». IMAG.320-323-360-440-585
TRAJECTÓRiA
Rossini
- O Compositor de O Barbeiro de Sevilha
Gioacchino
Rossini (Pesaro, 1792-Paris, 1868) foi um compositor de talento e,
sobretudo, de sucesso - a ponto de ser o mais célebre da época,
preferido pelo grande público ao seu contemporâneo Beethoven. Da
longa lista de óperas (no seu repertório destaca-se também outro
tipo de peças, com destaque para a obra sacra Sabat
Mater) podem citar-se A
Dama do Lago, Tancredo,
A Italiana Em Argel,
Otello,
Cinderela,
A Pega Ladra,
Moisés No Egipto,
Semiramis
ou Guilherme Tell (talvez
a sua obra-prima). Mas o nome de Rossini está sobretudo associado a
O Barbeiro de Sevilha,
essa popular ópera-bufa em dois actos, em que o conde Almaviva
convence o amigo barbeiro Fígaro a ajudá-lo a conquistar Rosina
(bela moça que vive com o médico Bartolo, que se quer casar com
ela) numa sucessão de peripécias e disfarces, espiões a fingir e
polícias de gargalhada. E mais do que a intriga rocambolesca, o que
tem perdurado ao longo dos séculos são alguns trechos que se
universalizaram. Sobretudo a ária inicial, Largo
al Factotum, que toda a gente
sabe trautear: «Fígaro qua, Fígaro la, Fígaro qua, Fígaro la /
Figaru su, Fígaro giu, Figaru su, Fígaro giu».
17OUT2009
- Diário de Notícias
COMENTÁRiO
Michael
Crichton
Era
o melhor a misturar aspectos da ciência com grandes conceitos
dramáticos, e isto deu credibilidade a um imaginário em que os
dinossauros vivem de novo sobre Terra. Tinha um temperamento gentil,
e reservou a sua faceta mais extravagante para as narrativas
literárias. Não há ninguém em tal actividade que possa preencher
a sua ausência, ou continuar o seu trabalho romanesco.
Steven
Spielberg
PARLATÓRiO
Todos
os sentimentos podem conduzir ao amor e à paixão. Todos: o ódio, a
compaixão, a indiferença, a veneração, a amizade, o medo e até
mesmo o desprezo. Sim, todos os sentimentos, excepto um: a gratidão.
A gratidão é uma dívida: todo o homem paga as suas dívidas, mas o
amor não é dinheiro.
O
lugar insignificante que ocupo é tão minúsculo em comparação com
o resto do espaço em que não estou, e onde não se importam comigo…
A parcela de tempo que hei-de viver é tão ridícula em face da
eternidade, onde nunca estive e nunca estarei… Neste átomo, neste
ponto matemático, o sangue circula, o cérebro trabalha e quer
alguma coisa… Que estupidez! Que inutilidade!
Ivan
Turgéniev
INVENTÁRiO
Uma
obra de arte pertence, antes de mais, ao criador que a
imaginou.
Contudo, também é um pouco dos que, apaixonadamente, dedicaram toda a sua vida, para que ela possa ser admirada, não só pelos seus contemporâneos, mas também por aqueles que ainda hão de vir.
Contudo, também é um pouco dos que, apaixonadamente, dedicaram toda a sua vida, para que ela possa ser admirada, não só pelos seus contemporâneos, mas também por aqueles que ainda hão de vir.
É
essa história, feita de pequenos e grandes relatos, que aqui é
narrada.
Grão
Vasco é o pintor Vasco Fernandes, mas é também o nome do museu que
acolheu a sua obra e o fez ganhar o seu quinhão de eternidade.
Longe
vão, pois, os tempos em que a criação deste museu não passava
apenas de uma ideia. Depois, com Almeida Moreira, ela ganha
finalmente forma, com a criação de um museu regional que, ao longo
dos anos, vai crescendo e diversificando-se. Actualmente, e já com
cem anos de existência, o seu acervo tornou-se tão importante, que
é já considerado um museu nacional.
E
esse é, de facto, um prémio justo para todos os que, com paixão,
construíram coleções únicas sobre Vasco Fernandes, o naturalismo
português, a escultura medieval e as artes decorativas. E isto é,
apenas, a história dos primeiros cem anos…
BREVIÁRiO
Edições
Esgotadas lança Museu
Nacional Grão Vasco 1916-2016 - Em Busca da Arte Perdida de
João AmaralIMAG.7-149-155-204-416-430-431-446-539-596-678
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