segunda-feira, outubro 09, 2017

Imaginário-Médio: newsletters de Agosto 2012

Novos newsletters inéditos foram carregados no blog Imaginário-Médio na passada semana e fim-de-semana, alusivos à data virtual de Agosto de 2012; estes incluem os Imaginários #381, #382, #383 e #384 - como sempre, estão acessíveis nos links indicados.

quinta-feira, outubro 05, 2017

IMAGINÁRiO: Extra – SUPER PETER: Family Day

Os maiores super-heróis de banda desenhada compareceram na St. Peter’s International School, em Palmela, para testemunharem o nascimento de Super Peter, durante o Family Day, um evento anual que reúne a comunidade educativa em convívio e celebração.
Tal ficou assinalado num sugestivo livreto de fan art, com assinatura de Daniel Maia (desenho/arte final). O texto foi escrito por Sérgio Franclim, com Diogo Simão como editor, cores digitais por Nimesh Morarji (capa) e Pedro Serpa (contracapa), e tons cinzentos digitais nas páginas interiores por Nimesh Morarji, Pedro Serpa e William Borges. O design e a contracapa estiveram a cargo de Oriana Sousa.

Personificando os valores e as valências por que se rege o colégio, Super Peter alia o carácter pedagógico às virtualidades lúdicas e simbólicas que o convertem, a partir do ano lectivo de 2016/2017, em mascote para matérias relacionadas com educação e promoção de projectos.
Sendo uma obra curta, alusiva e festiva, Super Peter – Family Day distingue-se pela notável qualidade que o talento e a sensibilidade artística de Daniel Maia conferem à sua criação/expressão gráfica e dinâmica. Conciliando as motivações didácticas e de entretenimento, ao melhor nível das publicações e dos paladinos em que se inspira e a que presta homenagem.


IMAG.196-387-416-430-435-528-538-563-596-615-673-678-Extra

terça-feira, outubro 03, 2017

IMAGINÁRiO #683

José de Matos-Cruz | 16 Novembro 2018 | Edição Kafre | Ano XV – Semanal – Fundado em 2004
PRONTUÁRiO

MARAVILHAS
«Naufragar, só por si, já é terrível, mas naufragar em algo que não existe, é ainda mais terrível…» - assim introduz Fred o desafio heróico de Philémon, ao precipitar-se num «mundo maravilhoso». Definição esta atribuída por René Goscinny, em 1965, responsável pela revista Pilote quando O Náufrago do “A” / Le Naufragé du “A” lhe foi proposto, reclamando Fred o argumento e a ilustração. Em boa hora, pois garantiam-se as plenas características de uma obra-prima incomparável - graças à imaginação prodigiosa de Fred, aliás Frédéric Othon Théodore Aristidès (1931-2013), um dos mais talentosos / virtuais artistas dos quadradinhos franceses para adultos. Onírico, absurdo, surreal, satírico, Fred concebe / ilustra O Náufrago do “A”, espraiado entre umas misteriosas ilhas do Atlântico… Narração fascinante, expressão estilizada - uma fábula clássica, e cuja actualidade testemunha, com sugestão cultural / nostálgica, as contradições e os paroxismos da nossa sociedade, através da volúvel identidade humana. IMAG.459-495

INVENTÁRiO

Guilherme Centazzi
Em 1840 foi publicado em Lisboa, pela Tipografia de António José da Rocha, o primeiro tomo do romance O Estudante de Coimbra, do médico português Guilherme Centazzi, com o subtítulo Relâmpago da História Portuguesa Desde 1826 até 1838. No ano seguinte seriam publicados mais dois tomos.
Sendo a segunda obra de ficção em prosa de Centazzi - que havia publicado, em 1838, Carlos e Julieta -, O Estudante de Coimbra constitui um marco fundamental, pela sua estrutura e estilos narrativos, na Literatura Portuguesa, devendo considerar-se o pioneiro romance moderno escrito por autores portugueses.
Com efeito, embora ainda em finais dos anos 30 do século XIX tenham começado a surgir diversos contos em revistas literárias, nomeadamente n’O Panorama e no Mosaico, considerava-se, até agora, que fora Alexandre Herculano e Almeida Garrett que tinham introduzido em Portugal o romantismo, quer através de Eurico, o Presbítero quer com O Arco de Santana e Viagens na Minha Terra. Porém, na verdade, o romance O Estudante de Coimbra é, do ponto de vista cronológico, anterior a todas estas obras de ficção.
Contudo, por razões desconhecidas, nunca até agora este romance de Guilherme Centazzi foi referenciado como a pioneira obra de ficção moderna portuguesa, sendo omitida na generalidade dos ensaios literários e académicos desde o Século XIX até aos nossos dias.

CALENDÁRiO

5MAI-08OUT2017 - Em Lisboa, Pavilhão Branco da Galeria Municipal apresenta O Oco e a Emenda - exposição de escultura de Paloma Bosquê (Brasil).

19MAI-17SET2017 - Em Lisboa, Museu Colecção Berardo expõe Aprender a Viver Com o Inimigo de Pedro Neves Marques, sendo curador Pedro Lapa.

20MAI-03SET2017 - Em Lisboa, Carpintarias de São Lázaro apresenta, no âmbito da Capital Ibero-Americana de Cultura, Shadows - exposição sobre fotografia de Alfredo Jaar (Chile).

13JUL-07OUT2017 - Em Lisboa, Museu do Dinheiro apresenta Marca de Água - exposição de escultura de Carla Rebelo.

20JUN1928-15JUL2017- Martin Landau: Actor americano de cinema e televisão - «Ninguém me conhecia… Apenas sabiam - produtores, realizadores, directores dos estúdios - que eu era o sujeito de Missão Impossível [1966]». IMAG.134-446

COMENTÁRiO

A MÁSCARA DE ZORRO
Forjado por uma insinuante mescla entre sucesso e sortilégio, o culto dos heróis corresponde aos valores em causa numa época mitificada, e às virtualidades de uma reciclagem em cada período de crise ou nostalgia. Estes vectores, que se afirmaram da memória popular aos clássicos da literatura, lograram uma correspondência alusiva no imaginário cinematográfico, sob o signo de Hollywood.
Assim, raras personagens tiveram tal notoriedade e desempenho como Zorro, ao longo de décadas. Recriado na sua autenticidade, alvo de versões subvertoras, ou suscitando inúmeras interpretações apócrifas. Afinal, esta figura irradiante, sombria, sugere todas as potencialidades para exaltação: como um conceito, entre os desígnios do bem e do mal; como um símbolo, nos desafios da justiça contra a exploração.
Mas Zorro possui, também, os sinais peculiares mais representativos: quanto à sua história, sobre a realidade envolta, através do aspecto e no estigma ritual… Trata-se de um aventureiro romântico, ou de um misterioso vingador? Quanto ao romanesco original, resultou dos talentos do escritor Johnston McCulley - em episódios publicados na revista All Story, desde 1919 - inspirado em The Scarlet Pimpernel.
No ano seguinte, as proezas de Zorro agitavam o ecrã - com Douglas Fairbanks, dirigido por Fred Niblo. Noutras cerca de quarenta transposições, sobressaem John Carroll (1937) em serial de William Witney & John English, Tyrone Power (1940) por Rouben Mamoulian, Frank Langella (1974) por Don McDougall, Alain Delon (1974) por Duccio Tessari, ou George Hamilton (1981) numa paródia de Peter Medak…
No entanto, o filão estava latente há cerca de meio século - quanto ao estímulo genuíno de garbo e bravura, ou às características espectaculares. Até que, por 1992, Steven Spielberg adquiriu os direitos à Família Gertz, que obtivera o exclusivo de McCulley em 1950. Aliando a Amblin à TriStar, Spielberg - apenas produtor - via Andy Garcia como Zorro, privilegiando Mikael Salomon entre os realizadores.
Ora, o preciosista Salomon abdicou e, em 1994, emergiu um fenomenal Robert Rodriguez. Porém, Spielberg optou por um director mais seguro e convencional - Martin Campbell, e como protagonista impôs-se Antonio Banderas - sex-symbol latino na América. Este seria o primeiro hispânico a perfilar-se na saga - e logo, caprichosamente, com A Máscara de Zorro (1998), numa assunção sucedânea.


MEMÓRiA

17NOV1928-2005 - Armand Pierre Fernandez, aliás Arman: Pintor e escultor franco-americano - «O ser humano retrata-se a si mesmo, revela o seu tempo, a sua ansiedade, os seus gritos, as suas lágrimas e as suas gargalhadas». IMAG.65

1934-17NOV2008 - Guy Peellaert: Artista belga, pintor, ilustrador, fotógrafo e autor de banda desenhada, criador de Les Aventures de Jodelle (1966) e Pravda, la Survireuse (1968) - «Um olhar crítico que jamais perde a sua frescura mesmo quando é feroz, mesmo se agita o espantalho da violência e se preconiza que, um dia, a dinamite fará tudo ir pelos ares… Reconhece-se um eco profundamente universal no seu humor corrosivo, na sua sátira do mundo mecanizado, da sociedade de consumo e dos falsos sentimentos que ela engendra» (Henry Chapier). IMAG.225-461

1797-19NOV1828 - Franz Peter Schubert, aliás Franz Schubert: Compositor austríaco: «Sinto-me o homem mais infeliz e desventurado deste mundo… Creio que nunca voltarei a estar bem, e tudo o que faço para tentar melhorar a minha situação, na realidade, torna-a pior» (1824).  
IMAG.116-125-203-209-223-285-310-341-366-414-447-495-497-589-596-618

20NOV1808-1875 - Guilherme Centazzi: Escritor português, autor de O Estudante de Coimbra (1840) - «Sem dúvida, o melhor espécime da actual escola das belles lettres portuguesas com que até à data nos deparámos» (Thomas Carlyle - Fraser's Magazine, 1848). IMAG.426-520

21NOV1898-1962 - Bernardo Loureiro Marques, aliás Bernardo Marques: Artista português, pintor, gráfico, ilustrador - «Os gestos do início, inseguros, sem peso, aqui e ali postos como armadilhas de imagens que em breve se precisam com outros, muitos, sobrepostos, cruzados, ora sustidos como uma respiração súbita, ora desencadeados com uma certeza imediata. Por eles passam a luz e a sombra, e o corpo das coisas é deles feito» (Fernando de Azevedo). IMAG.203-309

1924-22NOV1978 - Vasco Manuel Veiga Morgado, aliás Vasco Morgado: Empresário teatral e actor do cinema português - «…Era um homem charmoso, um galã… Uma pessoa adorável, criou-se entre nós uma amizade que durou até ao fim da vida. A morte do Vasco pode ser a primeira que me marcou» (Ana Zanatti). IMAG.151-203-363-467

1883-23NOV1958 - Johnston McCulley: Escritor canadense, autor de Zorro, aparecido na revista All Story em 1919 - «Todos usam máscaras, em sociedade… Tem a ver com o modo como as pessoas se manifestam, como se comportam… É algo a que todos nós recorremos». IMAG.71-87-204-209-405

BREVIÁRiO

Dom Quixote edita A Vegetariana de Han Kang; tradução de Maria do Carmo Figueira.

Guerra & Paz edita Madame Bovary de Gustave Flaubert (1821-1880); tradução de Helder Guégués. IMAG.68-154-170-275-287-350-412-680

Livros do Brasil edita O Mito de Sísifo de Albert Camus (1913-1960): tradução de Urbano Tavares Rodrigues. IMAG.258-441-508-537-577-615

Sony Music Portugal edita em CD, sob chancela Columbia Records, Lazarus Cast Album por Original New York Cast, David Bowie (1947-2016).  
IMAG.194-223-232-292-333-338-488-600-609-610-621
 

segunda-feira, outubro 02, 2017

IMAGINÁRIO EXTRA - 4ª Conversa(s) sobre Banda Desenhada: Geraldes Lino

Prestes a completar o seu 2º aniversário, a Bedeteca José de Matos-Cruz, integrada na Biblioteca de S. Domingos de Rana, irá promover a 4ª sessão das Conversa(s) sobre Banda Desenhada, no dia 14 de Outubro, Sábado, às 16h. Com moderação pelo anfitrião José de Matos-Cruz, o convidado deste encontro será o divulgador de BD e editor de fanzines Geraldes Lino, sob o tema "Entre o Fascínio e os Fanzines."
A entrada é gratuita e limitada aos lugares existentes, e, como sempre, agradece-se a divulgação da iniciativa.

domingo, outubro 01, 2017

Imaginário-Médio: newsletters de Julho 2012

Mais newsletters antigos foram carregados no blog Imaginário-Médio no final da semana e fim-de-semana, desta feita alusivos à data virtual de Julho de 2012, incluindo os Imaginários #377, #378, #379 e #380 - como sempre, acessíveis doravante nos links indicados.




quarta-feira, setembro 27, 2017

IMAGINÁRiO #682

José de Matos-Cruz | 08 Novembro 2018 | Edição Kafre | Ano XV – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

PARAFERNÁLIA
Mais uma vez, a vida do Presidente dos Estados Unidos está em perigo, sob a ameaça de um génio diabólico. Mas quem o ridículo e sofisticado Arliss Loveless arquitecta eliminar, com a sua gigantesca e mostruosa Tarântula, é um líder de outros tempos, o honorável Ulysses S. Grant. Na pista de Loveless, cada um por seu lado, seguem dois agentes governamentais: o negro James West, sempre expedito; e o hábil Artemus Gordon, cheio de expedientes. Quando se cruzam, inevitavelmente fazem faísca, porém acabam por cumpliciar talento e energia - pois, neste mundo de espiões e parafernália, também não faltam as mulheres enigmáticas e sensuais… Pelo enleio de um espectáculo divertido, empolgador, Barry Sonnenfeld faz vacilar, em Wild Wild West (1999), as rígidas fronteiras entre a ambição e a integridade, a perversidade e a expiação, insinuando - num desafio ambíguo, quanto a alianças ou conspirações - que a bravura não é um prodígio, sob o hábil manejo das armas, nem o crime uma fatalidade, quando o engenho se torna mortífero! IMAG.152-465

CALENDÁRiO

21JUN-16SET2017 - Em Lisboa, Galeria Carlos Carvalho apresenta A Mecânica da Ausência II - exposição de fotografia de Carla Cabanas, sendo curador Sérgio Fazenda Rodrigues. IMAG.398

29JUN-08OUT2017 - Em Guimarães, Centro Internacional das Artes José de Guimarães expõe Fernando Lanhas [1923-2012] - Fragmentos: Algumas Obras Na Colecção de Serralves. IMAG.395-407-495-604

08JUL-01OUT2017 - Em Lisboa, Palácio Pimenta - Museu da Cidade expõe Do Carnaval à Luta Livre. Máscaras e Devoções Mexicanas, sendo curador Anthony Shelton.

11JUL-15OUT2017 - Em Lisboa, Garagem Sul do Centro Cultural de Belém expõe Raio X de Uma Prática Fotográfica de Fernando Guerra, sendo curador Luís Santiago Baptista.

13JUL2017 - Faux produziu, e estreia Treblinka (2016) de Sérgio Tréfaut; com Isabel Ruth e Kirill Kashlikov. IMAG.3-91-158-204-354-362-533-564

14JUL-09SET2017 - Em Paços de Ferreira, Museu Municipal do Móvel apresenta Rota do Românico - Caminho de Encanto - exposição de fotografia de Norberto Valério e de poesia de Miguel Gomes.

14JUL-10SET2017 - No Centro Cultural de Cascais, Fundação D. Luís I apresenta Modos do Olhar - exposição de pintura de Noronha da Costa. IMAG.32-405-495-498-604-666

20JUL2017 - Em Évora, Igreja do Salvador apresenta Lugares Sagrados - As Cubas do Sul de Portugal - exposição de fotografia de Luís Ferro.

20JUL2017 - Em Évora, Galeria da Casa de Burgos apresenta O Dualismo da Malagueira - exposição de fotografia de José M. Rodrigues. IMAG.667

PARLATÓRiO


Eu diria que a corrupção existe por toda a parte. É uma doença universal, por assim dizer. Mas há menos corrupção em países em que os media têm o poder de informar e de criticar.
Carlos Fuentes

MEMÓRiA

09NOV1918-2012 - Papiniano Manuel Carlos de Vasconcelos Rodrigues, aliás Papiniano Carlos: Ficcionista e poeta português, militante comunista, autor de Mãe Terra (1948), co-director dos fascículos Notícias de Bloqueio (1957-1961), membro do movimento neo-realista - «[Os homens construíram a cidade,] arrancando as penas das asas do seu sofrimento, a carne torturada do seu próprio coração…» (Uma Estrela Viaja Na Cidade - 2010, excerto). IMAG.441

10NOV1668-1733 - François Couperin: Compositor, organista e cravista francês - «Era o músico poeta par excellence… Acreditava na habilidade de a Música (com M maiúsculo) se expressar em sa prose et ses vers» (Jordi Savall). IMAG.202-340-434

10NOV1948-1996 - António Mário Lopes Pereira Viegas, aliás Mário Viegas: Actor, encenador e declamador português, fundador do Grupo 4 e do Novo Grupo - «Sempre deu o seu testemunho sobre a vida social e política e, além de criador, foi um homem muito inserido no seu tempo, que deixa uma grande obra» (Jorge Sampaio - 1996). IMAG.34-77-196-362-508-557

1932-10NOV2008 - Zenzile Miriam Makeba, aliás Miriam Makeba, Mama Afrika: «Primeira-dama da música sul-africana, a sua voz inspirou a esperança» (Nelson Mandela). IMAG.224-361

11NOV1928-2012 - Carlos Fuentes Macías, aliás Carlos Fuentes: Escritor mexicano, distinguido com o Prémio Cervantes (1987) - «Chegou a altura de percebermos que os filhos, vivos ou mortos, felizes ou infortunados, activos ou passivos, têm o que o pai não tem. São mais do que o pai e mais do que eles próprios. Os nossos filhos são os fantasmas da nossa descendência. O filho é o pai do homem». IMAG.410-510

1922-15NOV2008 - Grace Hartigan: Artista do expressionismo abstracto, companheira e discípula de Jackson Pollock, «a mais célebre das mulheres pintoras da América» (Life - 1958). IMAG.225-364

TRAJECTÓRiA

Carlos Fuentes

Escritor mexicano, Carlos Fuentes (1928-2012) é considerado um dos maiores romancistas em língua espanhola, na América Latina, juntamente com Vargas Llosa, Gabriel Garcia Marquez e Octávio Paz. Foi também novelista e ensaísta.
Carlos Fuentes (1928-2012) nasceu na cidade do Panamá, no dia 11 de novembro de 1928. Naturalizou-se mexicano em 1944. Filho de diplomata mexicano, passou a infância em diversos países, entre eles Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Aos 16 anos retornou ao México, onde permaneceu até 1965.
Formou-se em Direito pela Universidade Nacional Autónoma do México e em Economia pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra, Suíça. Foi professor em Harvard, Cambridge, Princeton e outras universidades americanas. Exerceu actividades diplomáticas na França, representando o governo mexicano.
Notabilizou-se pelo estilo do realismo fantástico, característica frequente em autores latino americanos. A obra Velho Gringo (1985), foi adaptada para o cinema. A sua obra O Espelho Enterrado (1992), é um ensaio que vale a pena ser destacado pois, no livro, o escritor compara a arte anglo-saxónica e a hispânica.
Carlos Fuentes recebeu o Premio Miguel de Cervantes em 1987, o Premio Príncipe de Astúrias e o título de doutor Honoris Causa, pela Universidade das Ilhas Baleares, pela qualidade e extensão de sua obra, um dia antes de morrer.
Carlos Fuentes Macias morreu na cidade do México, no dia 15 de maio de 2012.

COMENTÁRiO

Papiniano Carlos

Ergueu-se acima da oratória, com vibrante generosidade e algum desdém pelas artes poéticas, e teve larga influência em poetas ulteriores.
Jorge de Sena

Miriam Makeba

Ao longo de sua vida, Mama Makeba comunicou uma mensagem positiva ao mundo sobre a luta das pessoas na África do Sul, e a certeza das vitórias sobre as forças malignas do apartheid e do colonialismo, através da arte de cantar.
Nkosazana Dlamini Zuma

BREVIÁRiO

INCM/Imprensa Nacional - Casa da Moeda edita Correspondência Com Eugénio Lisboa de José Régio (1901-1969); organização de Filipe Delfim Santos.  
IMAG.74-104-131-169-222-253-255-276-283-307-335-339-451-516-593

Marcador edita A Morte de Um Apicultor de Lars Gustafsson (1936-2016); tradução de Afonso Cruz, com Mélanie Wolfram. IMAG.512-614

Relógio D’Água edita Será Que os Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? de Philip K. Dick (1928-1982); tradução de Raquel Martins. IMAG.136-186-207-358-361-490
 

segunda-feira, setembro 25, 2017

IMAGINÁRiO – Extra: AS PESSOAS DE MINHA CASA de JÚLIO CONRADO

Originalmente publicado em 1985 (Círculo de Leitores), por recomendação do júri do Prémio Círculo de Leitores (1984), e reeditado em 1986 (Vega), o romance As Pessoas de Minha Casa, de Júlio Conrado, regressa em 2017, revisto e com alterações, sob chancela Âncora. Ou, como salienta o autor, «um trabalho de remodelação», «de maneira a clarificar certos aspectos indutores de moderada confusão», logo tratar-se de «um produto autobiográfico».
Em Apresentação, Júlio Conrado esclarece ainda haver uma «estrutura» «híbrida, isto é, a acção desenvolve-se a partir de uma personagem que em muitos momentos espelha a minha vivência juvenil […], sobrepondo-lhe uma outra figura, a mesma personagem em versão adulta, rigorosamente inventada, tendo como pano de fundo a vida quotidiana na cidade de Lisboa num período que vai do Verão quente de setenta e cinco aos primeiros anos oitenta do século passado». Assim também, a «Vila das Quintas do livro é a Carcavelos dos anos quarenta, cinquenta, a terra das minhas infância e adolescência». Por outro lado, incluem-se agora passagens de «um caderno cujas páginas [foram] preenchidas à mão, sob o título de Memórias Eróticas no Tempo dos Amores Difíceis, e com a assinatura de Serafim João» – supostamente, um pseudónimo do incidental protagonista, chamado Aurélio Romeira…
Eis, portanto, a estratégia recorrente de uma escrita múltipla, sobre a realidade e a imaginação, cuja arquitectura temporal se privilegia e reexpõe. Através de peripécias formuladas, de alusões suprimidas, de referências acrescentadas e de implicações em revitalização. Sem que a essência primordial se atenue, no âmbito narrativo ou por uma abrangente contextualização. Revelando, reflectindo, Júlio Conrado envolve-nos, com argutas ironia e subtileza, num jogo íntimo ou simulado de turbulência e coloquialidade, de encantos e decepções, sobre o autêntico e o actual, a experiência e a maturidade, a própria matéria pretérita e a consistente virtualização interactiva. Um criador versátil e prolífico em inquieta ou explícita evolução perante a sua obra, tornando o repositório matricial d’As Pessoas de Minha Casa em manancial de inesperadas, surpreendentes assunções e alternativas. Um testemunho fascinante e caprichoso, um novelesco volúvel e acutilante, conjugando os contrastes da ficcionação com os artifícios da existência.
IMAG. 24-44-184-222-271-292-345-460-565-675
José de Matos-Cruz

domingo, setembro 24, 2017

Imaginário-Médio: newsletters de Junho 2012

Durante a passada semana, mais um mês de newsletters antigas, relativas à data virtual de Junho de 2012, foram recuperadas no blog Imaginário-Médio, partilhadas nos links #373, #374, #375 e #376, que permanecem disponíveis para visita.


terça-feira, setembro 19, 2017

IMAGINÁRiO #681

José de Matos-Cruz | 01 Novembro 2018 | Edição Kafre | Ano XV – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

INOCÊNCIA
As tradicionais guerras entre cão e gato, que inspiraram as fábulas de outros tempos e se reflectiram pelos imaginários da animação, culminariam afinal num pacto de paz e cumplicidade, sob o signo da banda desenhada. Tudo, graças a Mutts (1994) - uma obra concebida e ilustrada por Patrick McDonnell.
Ingénuas, irónicas, surpreendentes, as proezas de Earl e Mooch transfiguram uma vivência quotidiana, estilizada pelo olhar humano - e, assim, reinvestidas à primordial dimensão realista. Tudo, para que cada um de nós se divirta e reencontre, pelas emoções mais genuínas. Como apreciou Charles M. Schulz - o privilegiado autor de Peanuts, e pai do irreverente Snoopy - «Mutts é tudo o que uma tira deveria ter. Dá sempre gozo lê-la, e as duas personagens principais são maravilhosamente inocentes. Patrick criou um pequeno mundo, que existe dentro de si próprio». Heróis por conta própria, irresistíveis, Earl descobre que, quando está em maus lençóis, o melhor é ir para debaixo da cama; já Mooch é mais simples e directo, enquanto dá largas à sua filosófica indolência: «Ronrono, logo existo!». IMAG.489

CALENDÁRiO

JUN-14JUL2017 - Em Lisboa, Espaço Novo Banco apresenta A Voz Na Cabeça - exposição de fotografia de Valter Vinagre. IMAG.248-538-580-584-614-640-671

JUN-31OUT2017 - No Porto, Antigos Armazéns da Croft apresenta Porto e Douro: Through the Lens - exposição de fotografia (1845-1975) de Emílio Biel, Domingos Alvão (Casa Alvão), António Beleza (Estúdio Beleza) e Frederick William Flower.

21JUN-12JUL2017 - Em Lisboa, Casa-Museu Medeiros e Almeida apresenta Passeio de Uma Rapariga Europeia - exposição de pintura e desenho de Manuel Vilarinho.

22JUN-09SET2017 - Em Lisboa, Galeria 111 apresenta #Nervosa - exposição de pintura de Rui Miguel Leitão Ferreira.

23JUN-29JUL2017 - Em Lisboa, Fundação Carmona e Costa apresenta Missão Fria - exposição de desenho de Pedro Casqueiro, sendo curador Bruno Marchand.

30JUN-09SET2017 - Bedeteca da Amadora expõe As Cadernetas e os Desenhadores - À Procura da Simbiose Perfeita, em parceria entre a Câmara Municipal da Amadora e o Clube Português de Banda Desenhada.

06JUL-22SET2017 - Em Lisboa, Museu do Oriente apresenta, com AJA / Associação José Afonso (1929-1987) e Câmara Municipal de Grândola, Desta Canção Que Apeteço - exposição sobre a Obra Discográfica de José Afonso 1953-1985, a partir de uma pesquisa de Miguel Gouveia e Cláudia Lopes. IMAG.6-119-170-237-269-328-421-422-427-599

08JUL2017 - Em Cascais, Bedeteca José de Matos-Cruz / Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana leva a efeito a 3.ª sessão das Conversa(s) Sobre Banda Desenhada, sendo convidados Jorge Magalhães & Catherine Labey.  
IMAG.126-129-132-147-150-160-234-256-385-404-414-416-420-430-453-550-626-648

13JUL-17SET2017 - Centro de Exposições de Odivelas apresenta O Corpo e a Cor - exposição de pintura de Sofia Bobone.

VISTORiA


Sem autenticidade, sem educação, sem liberdade no seu significado mais amplo – na relação consigo mesmo, com as próprias ideias pré-concebidas, até mesmo com o próprio povo e com a própria história – não se pode imaginar um artista verdadeiro; sem este ar, não é possível respirar.
Ivan Turgéniev
- A Propósito de ‘Pais e Filhos’

MEMÓRiA

1915-03NOV1998 - Robert Kahn, aliás Bob Kane: Artista americano de quadradinhos, criador do Homem-Morcego (1939) - «Toda a imortalidade de que Batman desfruta, provém do meu estilo original, que perdurou durante vinte anos, e não do new look que entretanto lhe atribuíram». IMAG.2-62-201-208-227-292-399-419-536-546

04NOV1908-2005 - Józef Rotblat, aliás Joseph Rotblat: Cientista britânico de origem judaico-polaca, físico, galardoado com o Prémio Nobel da Paz (1995) com a Pugwash, organização de luta contra as armas nucleares, da qual foi um dos fundadores. IMAG.56

1942-04NOV2008 - John Michael Crichton, aliás Michael Crichton: Escritor e produtor americano, de cinema e televisão, autor de Parque Jurássico - «Qualquer descoberta é sempre, mas sempre, uma violação do mundo natural». IMAG.26-223-391

09NOV1818-1883 - Ivan Sergueievitch Turgéniev: Romancista e dramaturgo russo - «No final, a Natureza é inexorável. Ela não tem razão para se apressar e, mais cedo ou mais tarde, tudo o que a ela pertence, a ela voltará, sempre inconsciente e inflexivelmente obediente às suas próprias leis, que não conhecem a arte, assim como não conhecem a liberdade e a bondade».  
IMAG.179-200-202-220-335-338-433

1792-13NOV1868 - Gioacchino Antonio Rossini, aliás Gioacchino Rossini: Compositor italiano - «Em criança, eu tinha uma bela voz… Os meus pais faziam-me cantar no coro da igreja. Foi quando um tio, barbeiro de profissão, os convenceu da oportunidade de impedir a mudança da minha voz, pois assim tornar-me-ia uma fonte segura de rendimento para toda a família». IMAG.320-323-360-440-585

TRAJECTÓRiA

Rossini - O Compositor de O Barbeiro de Sevilha

Gioacchino Rossini (Pesaro, 1792-Paris, 1868) foi um compositor de talento e, sobretudo, de sucesso - a ponto de ser o mais célebre da época, preferido pelo grande público ao seu contemporâneo Beethoven. Da longa lista de óperas (no seu repertório destaca-se também outro tipo de peças, com destaque para a obra sacra Sabat Mater) podem citar-se A Dama do Lago, Tancredo, A Italiana Em Argel, Otello, Cinderela, A Pega Ladra, Moisés No Egipto, Semiramis ou Guilherme Tell (talvez a sua obra-prima). Mas o nome de Rossini está sobretudo associado a O Barbeiro de Sevilha, essa popular ópera-bufa em dois actos, em que o conde Almaviva convence o amigo barbeiro Fígaro a ajudá-lo a conquistar Rosina (bela moça que vive com o médico Bartolo, que se quer casar com ela) numa sucessão de peripécias e disfarces, espiões a fingir e polícias de gargalhada. E mais do que a intriga rocambolesca, o que tem perdurado ao longo dos séculos são alguns trechos que se universalizaram. Sobretudo a ária inicial, Largo al Factotum, que toda a gente sabe trautear: «Fígaro qua, Fígaro la, Fígaro qua, Fígaro la / Figaru su, Fígaro giu, Figaru su, Fígaro giu».
17OUT2009 - Diário de Notícias

COMENTÁRiO

Michael Crichton

Era o melhor a misturar aspectos da ciência com grandes conceitos dramáticos, e isto deu credibilidade a um imaginário em que os dinossauros vivem de novo sobre Terra. Tinha um temperamento gentil, e reservou a sua faceta mais extravagante para as narrativas literárias. Não há ninguém em tal actividade que possa preencher a sua ausência, ou continuar o seu trabalho romanesco.
Steven Spielberg
PARLATÓRiO

Todos os sentimentos podem conduzir ao amor e à paixão. Todos: o ódio, a compaixão, a indiferença, a veneração, a amizade, o medo e até mesmo o desprezo. Sim, todos os sentimentos, excepto um: a gratidão. A gratidão é uma dívida: todo o homem paga as suas dívidas, mas o amor não é dinheiro.
O lugar insignificante que ocupo é tão minúsculo em comparação com o resto do espaço em que não estou, e onde não se importam comigo… A parcela de tempo que hei-de viver é tão ridícula em face da eternidade, onde nunca estive e nunca estarei… Neste átomo, neste ponto matemático, o sangue circula, o cérebro trabalha e quer alguma coisa… Que estupidez! Que inutilidade!
Ivan Turgéniev
INVENTÁRiO

Uma obra de arte pertence, antes de mais, ao criador que a imaginou.
Contudo, também é um pouco dos que, apaixonadamente, dedicaram toda a sua vida, para que ela possa ser admirada, não só pelos seus contemporâneos, mas também por aqueles que ainda hão de vir.
É essa história, feita de pequenos e grandes relatos, que aqui é narrada.
Grão Vasco é o pintor Vasco Fernandes, mas é também o nome do museu que acolheu a sua obra e o fez ganhar o seu quinhão de eternidade.
Longe vão, pois, os tempos em que a criação deste museu não passava apenas de uma ideia. Depois, com Almeida Moreira, ela ganha finalmente forma, com a criação de um museu regional que, ao longo dos anos, vai crescendo e diversificando-se. Actualmente, e já com cem anos de existência, o seu acervo tornou-se tão importante, que é já considerado um museu nacional. 
E esse é, de facto, um prémio justo para todos os que, com paixão, construíram coleções únicas sobre Vasco Fernandes, o naturalismo português, a escultura medieval e as artes decorativas. E isto é, apenas, a história dos primeiros cem anos…

BREVIÁRiO

Edições Esgotadas lança Museu Nacional Grão Vasco 1916-2016 - Em Busca da Arte Perdida de João AmaralIMAG.7-149-155-204-416-430-431-446-539-596-678