domingo, julho 11, 2021

FUNDA|MENTAL 102

José de Matos-Cruz | 01 Outubro 2021 | Edição Kafre | Ano III – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

02OUT1917-22MAR2013 - Óscar Luso de Freitas Lopes, aliás Óscar Lopes: Escritor e professor português, investigador de literatura e linguística, biógrafo e ensaísta - «Uma imprensa venal e deformada pela Censura, calunia, não apenas doutrinas, mas também homens. A cada dia que passa vemos democratas honestos e até inteligentes praticar erros que ajudam a essa calúnia, até porque só estando quietinho, sem fazer nada, é que, aparentemente, se não erra. Todavia o nosso povo não perde a confiança em certos democratas que tanto têm errado. Como poderia perdê-la num intelectual a que o Estado já nada pode tirar, excepto a liberdade - e precisamente na ocasião em que, digamos, dois milhares de pessoas lhe prestam a maior e mais espontânea homenagem que um escritor teve no Porto e talvez até no País?» (Carta a Ferreira de Castro - excerto, 1959).

03OUT1898-05JUL1969 - Thomas Leo McCarey, aliás Leo McCarey: Cineasta americano, produtor, realizador e argumentista; entre os maiores sucessos, dirigiu Lua Sem Mel / Once Upon a Honeymoon (1942) - «Não sei qual é a minha fórmula. Apenas confesso que gosto de personagens que pareçam andar nas nuvens. Agrada-me um pouco de conto de fadas. Que outros filmem a fealdade deste mundo. A mim, não me interessa amargurar as pessoas».

ARTE|FACTO

LUA SEM MEL (1942)

Prestigiado nos anais de Hollywood como o realizador que mais contribuiu para a revelação de Bucha & Estica (aliás, Stan Laurel e Oliver Hardy) por 1926, Leo McCarey dirigiu ainda, a partir de meados dos anos ’20, uma série de populares comédias a cargo das principais companhias - da MGM à Paramount, da Fox à United Artists, da Columbia à RKO. Para esta, a primeira produção foi Once Upon a Honeymoon - sendo ainda argumentista com Sheridan Gibney, e a qual assinalou o lançamento, nos EUA, do actor Walter Slezak.

Tendo incidência através da Europa, acção romântica e estilizado humor forjam uma obra tipificada como propaganda anti-nazi, que estreou antes da entrada da América na II Guerra Mundial. Significativamente, só apareceu em Portugal em 1945, e em França quatro anos depois. Com uma nomeação da Academia ao Oscar do Melhor Som (Stephen Dunn), Lua Sem Mel teve como protagonistas Cary Grant e Ginger Rogers, que voltariam a encontrar-se em A Culpa Foi do Macaco / Monkey Busyness (1952 - Howard Hawks). A rodagem principiou em 25 de Abril de 1942, tendo Grant conseguido um atraso quanto ao seu alistamento, que ele pretendia nos Army Air Corps; a 26 de Junho, e mantendo embora um emblemático vínculo pró-britânico, tornou-se cidadão ianque, adoptando legalmente o nome artístico.

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

17ABR-04DEZ2021 - Em Lisboa, Centro Cultural de Belém / CCB apresenta, no Espaço Fábrica das Artes, Do Outro Lado da Toca - instalação de Alice Albergaria Borges, Beatriz Bagulho e Madalena Castro.

20MAI2021 - Uma Pedra No Sapato produziu, e estreia Prazer, Camaradas! (2019) de José Filipe Costa; Portugal depois do 25 de Abril de 1974, com Amanda Booth e António Rodrigues.

21MAI-26SET2021 - Em Lisboa, Museu do Oriente apresenta Bright As Silver, White As Snow - exposição de obras artísticas de Beatriz Horta Correia, Graça Pereira Coutinho e Susana Piteira.

25MAI-06JUN2021 - Em Lisboa, Livraria/Galeria Tinta Nos Nervos expõe Entre Mundos - mostra de trabalhos de Maria João Worm e Diniz Conefrey, por ocasião do décimo aniversário das Edições Quarto de Jade. F|M.1-7-16-17-34-73

INTER|MÉDIO

Livros do Brasil edita, na colecção Dois Mundos, O Templo Dourado de Yukio Mishima (1925-1970); tradução de Paulo Faria. F|M.71

Livros do Brasil edita, na colecção Dois Mundos, O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar de Yukio Mishima (1925-1970); tradução de Carlos Leite. F|M.71

terça-feira, julho 06, 2021

FUNDA|MENTAL 101

José de Matos-Cruz | 24 Setembro 2021 | Edição Kafre | Ano III – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

26SET1888-04JAN1965 - Thomas Stearns Eliot, aliás T.S. Eliot: Escritor americano, naturalizado britânico (1927), poeta (como The Love Song of J. Alfred Prufrock - 1910-1915, ou The Waste Land - 1922) e dramaturgo (logo Murder In the Cathedral - 1935), ensaísta e editor, crítico literário, distinguido com o Prémio Nobel da Literatura (1948) - «A evolução de um artista produz-se a partir de um sacrifício contínuo, de uma constante extinção da personalidade… Nunca cessaremos de explorar e, por fim, voltaremos ao ponto de partida, como se nada tivéssemos conhecido».

26SET1898-11JUL1937 - Jacob Bruskin Gershowitz, aliás George Gershwin: Artista americano, compositor e pianista; autor de peças orquestrais como Rapsody In Blue (1924) e An American In Paris (1928), ou da ópera Porgy and Bess (1935 - que inclui a ária Summertime) - «De certo modo, a vida é como o jazz… Funcionamos melhor, quando improvisamos. / Daria tudo o que tenho por um pouco do génio de que Schubert precisou, para compor a sua Ave Maria [1825]».

27SET1922-28SET2010 - Arthur Hiller Penn, aliás Arthur Penn: Realizador e encenador americano, produtor de cinema, teatro e televisão, director de Bonnie e Clyde / Bonnie and Clyde (1967) - «Em Hollywood, os melhores acabam por arrepender-se… Já não existe mercado para os filmes que eu poderia dirigir. Os épicos de ficção científica e as fitas ao gosto juvenil estão fora dos meus parâmetros». F|M.28

ARTE|FACTO

BONNIE E CLYDE (1967)

Há cerca de meio século, o cinema americano recriava uma das suas mais ultrajantes sagas - Bonnie and Clyde de Arthur Penn, filme baseado em factos autênticos, que as lendas tornaram famigerados. Com argumento de David Newman & Robert Benton, Penn construiu uma ponte entre a sagração clássica, segundo os valores tradicionais; e a rotura de vanguarda, pela qual se forjou uma mitologia desumana.

A acção decorre nos Estados Unidos, pelas décadas de ’20 e ’30 do Século XX, narrando o encontro afectivo e violento de Bonnie Parker e Clyde Barrow, cujo gangue - em incursões rápidas e brutais, sobretudo no assalto a bancos, entre o Texas e o Oklahoma - perturbará a consciência de uma nação, marcada pelo caos moral, a perversão social. Nada ficaria como dantes: a aventura criminal, segundo os códigos convencionais; o espectáculo popular, em virtualização histórica; o culto ritual, sobre os modelos éticos e heróicos. E o imaginário de Hollywood atingiu a maturidade, trocando o estado de graça pela exploração de temas controversos, pela perspectiva crítica sobre o mundo e as pessoas. F|M.28-54

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

14ABR1964-15MAI2021 - Maria João Gonçalves Abreu Soares, aliás Maria João Abreu: Actriz portuguesa de teatro (profissional, desde 1983), televisão (como Médico de Família - 1998-2000 / SIC) e cinema; intérprete de António, Um Rapaz de Lisboa (2000 - Jorge Silva Melo), de Call Girl (2007 - António-Pedro Vasconcelos) ou de Florbela (2012 - Vicente Alves do Ó) - «Toda a sua vida foi de amor ao teatro, pelo qual tinha enorme paixão. Em tudo o que fazia, queria ser perfeita» (Filipe La Féria).

15MAI-24SET2021 - Em Vila Nova da Barquinha, Galeria do Parque apresenta É Tempo Que a Pedra Se Decida a Florir - exposição de desenho de Luís Silveirinha, sendo curador João Pinharanda.

16MAI-30DEZ2021 - Em Lisboa, Padrão dos Descobrimentos expõe Visões do Império - a fotografia como elemento fundamental da história do moderno colonialismo português, sendo coordenadores Miguel Bandeira Jerónimo e Joana Pontes.

18MAI-26SET2021 - Em Lisboa, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado expõe Meu Amigo – Obras e Documentos da Colecção Ernesto de Sousa (1921-1988), com organização de Isabel Alves. F|M.80-88-97

PASSA|TEMPO

Vasco Santos Editor lança Prufrock e Outras Observações de T.S. Eliot (1888-1965); tradução de Bernardo Pinto de Almeida.

Assírio & Alvim edita O Livro dos Gatos Práticos do Velho Gambá de T.S. Eliot (1888-1965); tradução de Daniel Jonas.

Câmara Municipal de Cascais edita Aquele Agreste Mês de Julho – Ensaio e Crítica Literários de Júlio Conrado.

sexta-feira, julho 02, 2021

Extra: AURORA BOREAL em QUADRADINHOS [8]

Entre as alternativas em evolução pela banda desenhada, a partir da saga de Aurora Boreal exposta no tríptico imaginado/literário (O Princípio Infinito - 2017-2018, O Eterno Paradoxo - 2019, O Círculo Imperfeito - 2020) por José de Matos-Cruz, Nuno Dias proporá Aurora Boreal e a Lenda da Rocha Pintada (5 pranchas, pb), realçando a personagem de Franco Civelli - um académico e cientista de origem italiana radicado em Lisboa, onde dirige o Museu das Coisas Raras.
Aliando o carácter circunspecto ao fascínio por espécies extintas e cultos bizarros, Franco Civelli está de viagem no interior de Portugal, até à região em que persiste o mistério de uma suposta serpente, fossilizada numa rocha, e quando se assinalam cem anos sobre os relatos que a famigeraram. Feitiço e sortilégio precipitam-se então, envolvendo a providencial intervenção de Aurora Boreal, perante uma ameaça sobrenatural.

Assim irradiam mitos e sobressaltos, neste lance de Aurora Boreal em Reflexos Partilhados.
Exacerbando uma aventura fantástica e telúrica, cujo desfecho sagra uma Aurora Boreal transfigurada entre prodígios e mutações


Nuno Dias é licenciado em
design pela ETIC - Escola de Tecnologias Inovação e Criação. Trabalha como designer gráfico e ilustrador freelance, integrando o colectivo Tágide desde 2019, ano em que participou nos eventos II Barreiro IlustraBD, Dia Mais Geek ‘2019 e 30º Amadora BD. Editorialmente, contribuiu com ilustração para Congo II - No Caminho das Trevas (2019), assinou a capa d’A Última Vida de Sir David (2020), e integrou a iniciativa social Virar a Página - Antologia de BD (2020). Em 2021, publica no fanzine Outras Bandas #4, e foi premiado com o 3º lugar no concurso Demon Slayer/Kimetsu No Yaiba - O Filme: Comboio Infinito, promovido por Comics Jankenpon e Editora Devir.

A saga
de Aurora Boreal teve edição de Apenas Livros.

quinta-feira, julho 01, 2021

FUNDA|MENTAL 100

José de Matos-Cruz | 16 Setembro 2021 | Edição Kafre | Ano III – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

18SET1921-18JAN1998 - Maria Judite de Carvalho: Escritora portuguesa, ficcionista e poetisa, dramaturga e cronista - «Outras vezes Leda ia encontrar-se com as amigas numa pastelaria da baixa ou iam juntas a alguma matinée. No regresso trazia sempre o olhar mais brilhante e muitas coisas para contar, via-se-lhe isso na frequência com que entreabria a boca para logo a fechar sem ter dito nada. Às vezes não resistia, lutava contra o intransponível muro de silêncio que o pai habitualmente construía à sua volta e contava qualquer coisa sem importância. // O pai levantava os olhos do trabalho, dizia o «ah sim?» completamente destituído de sentido, de quem não sente o menor interesse pelo que acabava de ouvir. // Leda corava muito e nesses momentos os ombros descaiam-lhe um pouco mais e as pálpebras tombavam-lhe sobre os olhos como persianas que ela voluntariamente cerrasse porque lá fora não havia nada para ver.» (As Palavras Poupadas - excerto, 1961).

20SET1937-15ABR2017 - Alberto Almeida Carneiro, aliás Alberto Carneiro: Artista plástico português, escultor e desenhador, professor (1972 - Escola Superior de Belas-Artes do Porto / ESBAP; 1985 - Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto) e orientador artístico / pedagógico (1972 - Círculo de Artes Plásticas de Coimbra / CAPC), distinguido com o Prémio Nacional de Escultura (1968) ou com o Prémio AICA / Associação Internacional dos Críticos de Arte (1985) - «A obra de arte que não coloca qualquer problema, não é obra de arte, porque ela existe para questionar, para aumentar o campo de acção, para criar novas fronteiras, novos conceitos» (2013). 

23SET1930-10JUN2004 - Ray Charles Robinson, aliás Ray Charles, aliás the Genius: Artista americano, pianista e cantor, letrista e compositor de música soul, jazz e blues, intérprete de Georgia On My Mind (1960) ou de I Can’t Stop Loving You (1962) - «Nasci com a música dentro de mim, e tornou-se tão necessária como comer ou beber».

PORTA|VOZ

Trabalho sobre a energia da matéria, sobre a natureza, sobre os elementos - a água, a terra, o fogo e o ar. Tenho um grande amor pela natureza.

Trabalho sobre árvores, não sobre madeira. Nunca cortei uma árvore.

Alberto Carneiro (2011)

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

1950-05MAI2021 - Cândido Ferreira: Artista português, pai de Ivo M. Ferreira; actor (de teatro, cinema e televisão), argumentista e dramaturgo, encenador e produtor; cofundador de O Bando (1974); distinguido com o Prémio Garrett (1988); intérprete de Passagem ou A Meio Caminho (1980 - Jorge Silva Melo) a Sul (2019 - Ivo M. Ferreira) - «Ele tinha [o] gosto pelas coisas fora do comum, um bocadinho nas margens» (João Brites).

06MAI-03OUT2021 - Em Lisboa, Museu do Oriente expõe A Vez das Deusas – Cartazes da Índia, sendo comissária Liliana Cruz.

08MAI-20JUN2021 - Em Coimbra, Museu Nacional de Machado de Castro apresenta Ruralidades - exposição de fotografia de Jorge Bacelar.

12MAI-21AGO2021 - Em Oeiras, Centro Cultural Palácio do Egipto expõe Fortificações de Oeiras – Património do Tejo e do Mundo, sendo curadores Fátima Rombouts de Barros e Joaquim Boiça.

INTER|MÉDIO

Relógio D’Água edita Sapatos de Corda - Agustina de Mónica Baldaque; sobre Agustina Bessa-Luís (1922-2019). F|M.8-64

Relógio D’Água edita A Muralha de Agustina Bessa-Luís (1922-2019). F|M.8-64

Relógio D’Água edita Correspondência (1959-1965) de Agustina Bessa-Luís (1922-2019) e Juan Rodolfo Wilcock (1919-1978); tradução de Lourença Baldaque. F|M.8-64

PASSA|TEMPO

Universal edita em CD, sob chancela Decca, Frédéric Chopin [1810-1849]: Piano Concertos pelo pianista Benjamin Grosvenor, com Royal Scottish National Orchestra, sob a direcção de Elim Chan. F|M.18-24-76

Antígona edita A Aparência das Coisas de John Berger (1926-2017); tradução de José Miguel Silva.

sexta-feira, junho 25, 2021

FUNDA|MENTAL 99

José de Matos-Cruz | 08 Setembro 2021 | Edição Kafre | Ano III – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

08SET1925-24JUL1980 - Richard Henry Sellers, aliás Peter Sellers: Artista britânico, actor de teatro e cinema, cantor, protagonista de Dr. Estranhoamor Como Deixei de Me Preocupar e Passei a Amar a Bomba / Dr. Strangelove or: How I Learned To Stop Worrying and Love the Bomb (1964 - Stanley Kubrick) - «Eu não tenho personalidade própria. Sou um actor de personagens… O que vejo ao espelho é alguém que nunca cresceu, um sentimental que oscila entre cumes grandiosos e sombrias profundezas». F|M.93


13SET1923-16MAR1993 - Natália de Oliveira Correia, aliás Natália Correia: Escritora portuguesa, ficcionista, dramaturga, ensaísta, poeta e jornalista - «Nada a fazer amor, eu sou do bando / Impermanente das aves friorentas; / E nos galhos dos anos desbotando / Já as folhas me ofuscam macilentas; // E vou com as andorinhas. Até quando? / À vida breve não perguntes: cruentas / Rugas me humilham. Não mais em estilo brando / Ave estroina serei em mãos sedentas. // Pensa-me eterna que o eterno gera / Quem na amada o conjura. Além, mais alto, / Em ileso beiral, aí espera: // Andorinha indemne ao sobressalto / Do tempo, núncia de perene primavera. / Confia. Eu sou romântica. Não falto.» (
O Espírito - in Sonetos Românticos, 1990-1991).

14SET1580-08SET1645 - Francisco Gómez de Quevedo Villegas y Santibáñez Cevallos, aliás Francisco de Quevedo: Escritor espanhol, ficcionista e poeta, crítico e ensaísta, autor de El Parnaso Español (1648) - «Da raivosa paixão que resulta do ciúme, só os ciumentos podem falar adequadamente. E será que mesmo os que a padecem são capazes de explicá-la? Como a devem rotular: Loucura furiosa? Inferno confuso? Verdugo do coração?».

ÁGUA|FORTE

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

17MAR-30ABR2021 - Em Ponta Delgada / Açores, Galeria do Centro Municipal de Cultura expõe, em parceria com Biblioteca Pública e Arquivo Regional, Natália: A Imagem, Em Múltiplos Espelhos; sobre Natália Correia (1923-1993).

05ABR-03OUT2021 - No Porto, Museu de Arte Contemporânea de Serralves apresenta a exposição de fotografia Jorge Molder – Obras da Colecção de Serralves, sendo curadora Isabel Braga.

12JUL1929-20ABR2021 - Monte Jay Himmelbaum, aliás Monte Hellman: Cineasta americano, discípulo de Roger Corman; montador, argumentista e produtor; professor e pedagogo; realizador de Duelo No Deserto / The Shooting (1966), de O Furacão / Ride In the Whirtwind (1966), de A Estrada Não Tem Fim / Two-Lane Blacktop (1971), Clayton, o Cavaleiro da Noite / China 9, Liberty 37 (1978), ou de Sem Destino / Road To Nowhere (2010) - «Uma das carreiras mais secretas do cinema americano do Século XX» (Jorge Mourinha).

16MAR1928-24ABR2021 - Christa Ludwig: Cantora lírica alemã, mezzosoprano com carreira internacional (1946-1994); intérprete distinta de Wolfgang Amadeus Mozart, de Richard Strauss ou de Richard Wagner - «Uma voz grande, com um timbre ao mesmo tempo doce, mas também muito alemã» (Elisabete Matos).

31MAI1934-28ABR2021 - Mara Dyrce Abrantes da Silva Santos, aliás Mara Abrantes: Artista brasileira, radicada em Portugal (1958); cantora (e actriz de teatro, cinema e televisão); intérprete de Um Tiquinho Mais (1954), de Disparada (1968), de Maria do Maranhão (1968), de Quem É Homem Não Chora (1968), de Qualquer Dia, Qualquer Hora (1978), de Os Amantes (1979), ou de Horóscopo (1980) - «Uma voz romântica e sensual» (António Martins).

04NOV1948-04MAI2021 - Julião Manuel Tavares Sena Sarmento, aliás Julião Sarmento: Artista plástico português, com carreira internacional; pintor e desenhador, gráfico e ilustrador, litógrafo e serigrafista, escultor e performer, fotógrafo e cineasta - «Estava sempre a experimentar. Não era um pintor, era um artista que, praticamente, usou todos os meios: a pintura, a colagem, o filme, a instalação… Nunca quis ficar na parte estreita da rua, olhou sempre para os grandes horizontes. Não tinha limites» (Vicente Todolí). F|M.52-93

PASSA|TEMPO

Cavalo de Ferro edita Kaputt de Curzio Malaparte (1898-1957); tradução de Amândio César.

Cotovia edita Eneida de Virgílio (70aC-19aC); tradução de Carlos Ascenso André.

Dom Quixote edita Em Todos os Sentidos de Lídia Jorge. F|M.4-45-47

sexta-feira, junho 18, 2021

Extra: AURORA BOREAL em QUADRADINHOS [7]

Para uma das vertentes que suscitariam a expansão de Aurora Boreal em banda desenhada, José de Matos-Cruz concebeu uma série de breves contextos alusivos a distintas incidências e facetas, fantásticas ou oníricas, que envolveram a saga original, e cuja livre recriação foi confiada a artistas que não haviam participado no original tríptico imaginado/literário (O Princípio Infinito - 2017-2018, O Eterno Paradoxo - 2019, O Círculo Imperfeito - 2020).

Entre tais propostas, latentes ou seminais, João Raz desenvolveria Aurora Boreal e a História Sem Memória (1 prancha, pb), complementada pelos alcances implícitos em Aurora Boreal e a Matriz Transfigurada… Assim, evoluem referências ou reminiscências entre «Vivências alheias / que se tornam as suas», «Recriando enleios. / Envolvendo encantos» para uma projecção mais ampla, alegórica, sob os auspícios de Aurora Boreal em Reflexos Partilhados.


João Raz é administrativo no sector automóvel e ilustrador
freelance. Autodidacta, estreou-se na Exposição Internacional de Artes Plásticas da sua terra-natal, Vendas Novas, e editorialmente na Zona Negra (2009), criando depois Desenhos, Inks & Rabiscos, grupo de Facebook,  sob o qual editou E-Zines, figurando trabalhos seus e de colegas. Em 2012, apresentou Outros Mundos, na base do qual expôs Ilustração Fantástica no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro, em 2014. Editou ainda nas antologias Zona FantásticaZona Negra 2, Zona Gráfica 2 e 3, Celacanto, H-AltEscudos da Lusitânia e outros. Entre 2018-2019, concebeu/coordenou o evento Barreiro IlustraBD (onde reside). Frequentou o 3º Iniciação à Arte Sequencial, após o que integrou o colectivo Tágide, tendo participado no fanzine Outras Bandas #4.
Actualmente, o João desenvolve o seu primeiro álbum de banda desenhada autoral.

A saga de Aurora Boreal teve edição de Apenas Livros.

segunda-feira, junho 14, 2021

FUNDA|MENTAL 98

José de Matos-Cruz | 01 Setembro 2021 | Edição Kafre | Ano III – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

02SET1930-23SET2017 - Pedro Olaio, aliás Pedro Olayo (Filho): Artista plástico português, aguarelista e espatulista; discípulo de José Contente e de Edmundo Tavares - «O seu trabalho, fortemente influenciado por grandes mestres europeus da pintura impressionista, aliado ao seu olhar curioso e insatisfeito, à experimentação e à permanente investigação, inspiraram a sua obra e consagraram-no no mundo das artes» (Luís Filipe Castro Mendes).


02SET1943-07OUT2018 - Maria Ema Mendes de Campos, aliás Mariema: Cantora e actriz portuguesa, de teatro, televisão e cinema, intérprete de
O Fado Mora Em Lisboa (1965) - «Tinha uma maneira de representar que era diferente, muito aberta, sempre muito risonha e quase chaplinesca» (Vítor Pavão dos Santos).

03SET1925-10ABR2017 - Maria Helena Monteiro da Rocha Pereira, aliás Maria Helena da Rocha Pereira: Filóloga, investigadora e docente, ensaísta e tradutora, especialista em Estudos Clássicos (culturas grega e latina), primeira mulher portuguesa doutorada pela Universidade de Coimbra (1956; em 1964, professora catedrática da Faculdade de Letras; em 1965, directora do Instituto de Arqueologia; em 1991, directora do Instituto de Estudos Clássicos), autora de Estudos de História da Cultura Clássica (1965) ou de Temas Clássicos Na Literatura Portuguesa (1972), sócia efectiva da Academia das Ciências de Lisboa / Classe de Letras (1991), distinguida com o Prémio Vida Literária da APE / Associação Portuguesa de Escritores (2010) - «Sem a Grécia, não somos nada».

03SET1940-13ABR2015 - Eduardo Hughes Galeano, aliás Eduardo Galeano: Intelectual uruguaio, jornalista e escritor, ficcionista e ensaísta, autor de Dias e Noites de Amor e de Guerra (1978) ou de O Livro dos Abraços (1989) - «Não vale a pena vivermos para vencer… Vale, sim, a pena viver para seguirmos a nossa consciência».

ÁGUA|FORTE

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

15ABR1937-14ABR2021 - Artur Garcia da Silva, aliás Artur Garcia: Artista português, cançonetista / actor de rádio, teatro / palco, televisão e disco; intérprete de Amor (1965), de Nasci, Sonhei, Cresci, Amei (1965), de Porta Secreta (1967) ou de Sombras de Ninguém (1969); distinguido como Rei da Rádio (1967) e Príncipe do Espectáculo (1969) - «O seu estilo interpretativo insere-se nos moldes da música ligeira da época, privilegiando a clareza da enunciação do texto» (Enciclopédia da Música Em Portugal No Século XX - Salwa Castel-Branco).

15ABR-24SET2921 - No Porto, Museu e Igreja da Misericórdia / MMIPO apresenta Capturar o Invisível - exposição de desenhos e esculturas de Alberto Giacometti (1901-1966), e em fotografias registadas pela lente de Peter Lindbergh (1944-2019).

17ABR2021-10ABR2022 - Em Vila Franca de Xira, Museu do Neo-Realismo expõe Representações do Povo - de Domingos António Sequeira a Graça Morais, passando por Raphael Bordallo Pinheiro, Augusto Gomes, Tereza Arriaga e Jorge Pinheiro - sendo comissários Carlos Silveira, Pedro Bebiano Braga, João B. Serra, Laura Castro, Joana Baião e (também coordenadora) Raquel Henriques da Silva.

PASSA|TEMPO

Saída de Emergência edita Os Contos Mais Épicos de Conan de Robert E. Howard (1906-1936), ilustrados por artistas portugueses - entre os quais Luís Corte-Real (também organizador), Rita Alfaiate, Carlos Amaral, Diana Andrade, Catarina Azevedo, Jorge Coelho, João Lemos, Estrela Lourenço, Fernando Lucas, Daniel Maia, Ruben Mocho, António Piedade, Nuno Plati, Pedro Potier, Susana Resende, Nuno Rodrigues, Marta Teives, Ricardo Venâncio, João Vento ou Fábio Veras.

Companhia das Letras edita Essa Gente de Chico Buarque. F|M.6

INTER|MÉDIO

Dom Quixote edita A Última Porta Antes da Noite de António Lobo Antunes.

Dom Quixote edita A Outra Margem do Mar de António Lobo Antunes.

Dom Quixote edita Dicionário da Linguagem das Flores de António Lobo Antunes.

sábado, junho 05, 2021

FUNDA|MENTAL 97

José de Matos-Cruz | 24 Agosto 2021 | Edição Kafre | Ano III – Semanário – Desde 2019

FENDA|MENTAL

JUSTA|POSIÇÃO

25AGO1930-15ABR2019 - Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres, aliás Maria Alberta Menéres: Escritora portuguesa, de motivação infanto-juvenil, ficcionista e poetisa, jornalista e professora - «As pedras falam? pois falam / mas não à nossa maneira, / que todas as coisas sabem / uma história que não calam. // Debaixo dos nossos pés / ou dentro da nossa mão. / O que pensarão de nós? / O que de nós pensarão? // As pedras falam? pois falam. / Só as entende quem quer, / que todas as coisas têm / uma coisa para dizer.» (As Pedras, excertos - in Conversas Com Versos, 1968). F|M.68-85

28AGO1930-03FEV2012 - Biagio Anthony Gazzara, aliás Ben Gazzara: Actor americano de teatro, cinema e televisão, realizador e encenador, intérprete de Anatomia de Um Crime / Anatomy of a Murder (1959 - Otto Preminger) ou de Maridos / Husbands (1970 - John Cassavetes) - «Gosto muito de homenagens, sobretudo quando sou eu o distinguido… Normalmente, logramos atingir o nosso objectivo, se trabalharmos com gente de muito talento».

29AGO1780-14JAN1867 - Jean-Auguste Dominique Ingres, aliás Ingres: Pintor e desenhista francês, entre o neoclassicismo e o romantismo - «Tende fé na vossa arte. Jamais penseis que produzireis qualquer coisa boa, sem terdes aspirações na vossa alma. Para dar forma à beleza, precisais de saber o que é o sublime. Amai tudo o que é verdadeiro, pois tudo o que é verdadeiro é também belo».

29AGO1945-20AGO1998 - António José Dias Assunção, aliás António Assunção: Actor português de teatro (desde 1964 - Teatro Experimental do Porto), cinema (logo A Vida É Bela…?! - 1981, de Luís Galvão Teles) e televisão (como Duarte & Cª - 1985, de Rogério Ceitil) - «É notória a extraordinária humanidade que imprimia às suas personagens, a graça que tinha, a sua enorme capacidade de contactar com o público» (Rui Mendes).

PORTA|VOZ

Um actor precisa de ter, no mínimo, dez anos de carreira para ser mais ou menos bom na sua arte.

António Assunção

ÁGUA|FORTE

FUNDA|MENSAL

ACTUAL|IDADE

05ABR-05JUN2021 - Em Lisboa, Galeria ZDB / Zé dos Bois apresenta All-U-Need - exposição de fotografia de Patrícia Almeida, sendo curadores David Guéniot e Natxo Checa. F|M.40

06ABR-10SET2021 - Em Lisboa, Culturgest apresenta Mão-de-Obra - exposição (de materiais associados à construção civil, pela visão artística) de António Bolota, sendo curador Bruno Marchant.

07ABR-06JUN2021 - Em Lisboa, Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva apresenta, no Museu, a exposição de artes plásticas Vieira da Silva [1908-1992] & Arpad Szènes [1897-1985] – Amor, Arte e Exílio. F|M.6-10-11-39|36

07ABR-06JUN2021 - Em Lisboa, Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva apresenta, na Casa-Atelier, Tinha Sempre a Lisboa Dela, e Minha, Por Fundo – João Cutileiro (1937-2021); exposição de fotografias de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) e de Arpad Szènes (1897-1985). F|M.52-85|6-10-11-39|36

08-22ABR2021 - Em Lisboa, Appleton Associação Cultural exibe Revolution My Body Nº 2 (1976) no Ciclo de Ernesto de Sousa (1921-1988), sendo curadores David Maranha e Manuel Mota, em colaboração com Isabel Alves. F|M.80-88

09ABR-17OUT2021 - Em Lisboa, Museu Nacional de Arqueologia expõe Ídolos – Olhares Milenares; sobre vivências na Península Ibérica, durante a Pré-História, sendo comissários Primitiva Bueno Ramírez e Jorge A. Soler Díaz.

PASSA|TEMPO

Opera Omnia edita José Régio [1901-1969] - A Obra e o Homem de Eugénio Lisboa. F|M.4

Universal edita em CD, sob chancela Verve, The Lost Berlin Tapes de Ella Fitzgerald (1917-1996).

Quetzal edita Testamento de VGM de Vasco Graça Moura (1942-2014). F|M.2-84

quarta-feira, junho 02, 2021

Extra: AURORA BOREAL em QUADRADINHOS [6]

Concluída a saga de Aurora Boreal, em tríptico imaginado/literário (O Princípio Infinito - 2017-2018, O Eterno Paradoxo - 2019, O Círculo Imperfeito - 2020), no qual foram lançadas algumas bandas desenhadas de artistas que inspiraram a narrativa por José de Matos-Cruz, outras vivências em quadradinhos têm irradiado no universo virtual da fantástica heroína, nascida de uma relação efémera e sensual entre Oktobraia, uma aventureira soviética exilada em Lisboa, e o Malsão, um portento cósmico que avassala o marasmo lusitano.
Assim, distintas facetas ou notórios comparsas convergem sob o signo de Aurora Boreal, em novas incidências pela banda desenhada - cujos autores, agora chegados ou de regresso, suscitam com inteira liberdade uma recriação alusiva, propícia às suas próprias expectativas e peculiares motivações, transfigurando o advento de Aurora Boreal em Reflexos Partilhados.

Logo, José Macedo Bandeira concebeu Aurora Boreal/Álvaro Pessoa e o Reverso do Universo (5 pranchas, pb) com um privilégio sobre o poeta espectral, envolto num destino místico, que se desvendaria ao sortilégio de uma fadista singular… Para tal, o artista recorreu a textos de José de Matos-Cruz que, através das múltiplas presenças de Aurora Boreal, referenciassem uma relação com aquela personagem alternativa (a partir de Fernando Pessoa), suas derivações ou projecções.

José Macedo Bandeira foi gravador e
designer gráfico na Casa da Moeda, e professor de gravura na Galeria Quadrum. Com várias experiências nas áreas do cinema e dos quadradinhos, integra actualmente o colectivo Tágide, colaborando ainda no fanzine Outras Bandas. Em 2020, vence o concurso de ilustração A Bic É do Mundo (da Bic e do Diário de Notícias), e participa no projecto online ACBD. Em 2021, com a banda desenhada Música Pela Cidade, logra o 1º lugar em 15ª BDteca - Concurso de BD ‘2021 (Biblioteca Municipal José Saramago, de Odemira).

• A saga de Aurora Boreal teve edição de Apenas Livros.