quarta-feira, agosto 10, 2016

IMAGINÁRiO #622

José de Matos-Cruz | 08 Agosto 2017 | Edição Kafre | Ano XIV – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

AFEIÇÕES
No panorama pós-moderno dos quadradinhos americanos, não é Babe, nem Miss Piggy, a assinalar o Triunfo dos Porcos… Sagrando uma tradição sob o signo de Walt Disney, que transfere para o reino dos animais a familiaridade das alegrias e desgraças humanas, a independente Olivia assumiria, com irresistível toque feminino, o talento artístico de Ian Falconer.
Considerado um dos melhores álbuns do ano 2000, e tendo vendido 250 mil exemplares na primeira edição, Olivia manteve intactas as suas virtualidades primordiais: um sortilégio heróico capaz de fascinar adolescentes e adultos; um caracter afeiçoado à identificação pelos leitores de todo o mundo. Rebelde, culta, carinhosa, sofisticada, estilizando o vermelho como sua cor favorita, entre os matizes do preto-e-branco, o sucesso de Olivia culmina, afinal, os valores essenciais da banda desenhada: a simplicidade, a crítica, a surpresa, a cumplicidade. Prestigiado ilustrador e designer - entre o grafismo em The New Yorker, os cenários da Ópera de São Francisco, ou os figurinos para o Ballet de Nova Iorque - Falconer inspirou-se numa sobrinha para dar vida a Olivia, que por acaso tem um irmão que se chama Ian!

CALENDÁRiO

¢05MAI-01JUL2016 - Em Lisboa, Igreja de São Cristóvão apresenta Ascensão - exposição de Rui Chafes, integrada em Não Te Faltará Distância /Arte Por São Cristóvão, sendo curador Paulo Pires do Vale. IMAG.65-299-364-427-461-500-568-582-612

¢24MAI-09JUL2016 - Em Lisboa, Casa da Liberdade - Mário Cesariny apresenta Na Feliz Miscigenação das Coisas - exposição de pintura de Manuela Jardim, sendo curador Carlos Cabral Nunes.

VISTORiA

Beijemo-nos, Apenas

¨Não. Beijemo-nos, apenas,
Nesta agonia da tarde.

Guarda
Para um momento melhor
Teu viril corpo trigueiro.

O meu desejo não arde;
E a convivência contigo
Modificou-me – sou outro…

A névoa da noite cai.

Já mal distingo a cor fulva
Dos teus cabelos – És lindo!

A morte,
Devia ser
Uma vaga fantasia!

Dá-me o teu braço: – Não ponhas
Esse desmaio na voz.

Sim, beijemo-nos apenas,
Que mais precisamos nós?
-António Botto

Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria…
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
-Miguel Torga
COMENTÁRiO

António Botto
¨ A elegância espontânea do seu pensamento, a dolência latente de sua emoção asseguram-lhe facilmente, conjugando-se, a mestria nesta espécie de lirismo…
Distingue-se pela simplicidade perversa e pela preocupação estética destituída de preocupações. Foge da complicação com o mesmo ardor com que se esconde da intenção directa. É em verdade singular que se seja simples para dizer exactamente outra coisa, e se vá buscar as palavras mais naturais para por meio delas ter entendimentos secretos.
Certo é que o que António Botto escreve, em verso ou em prosa, há que ser lido sempre com a intenção posta em o que não está lá escrito.
-Fernando Pessoa
- Prefácio a Motivos de Beleza (1923)
de António Botto
MEMÓRiA

¨ 09AGO1927-2014 - Daniel Keyes: Professor e escritor americano, autor de Flowers For Algernon (1966), distinguido com o Prémio Nebula - «As pessoas acham engraçado que alguém pouco inteligente possa fazer as mesmas coisas que elas… Por vezes, somos capazes de desprezarmos a nós próprios. Sabendo que temos atitudes inconvenientes e, mesmo assim, não conseguindo evitar tais comportamentos». IMAG.521

10AGO1897-1935 - Reinaldo Ferreira, o Repórter X: Escritor, jornalista e cineasta português - «Figura lendária do jornalismo português, teve, nas primeiras décadas do século, um lugar de grande evidência, que se projectou além do espaço temporal em que viveu e escreveu» (António Valdemar). IMAG.6-53-142-161-175-533

¨ 11AGO1897-1968 - Enid Mary Blyton, aliás Enid Blyton: Escritora inglesa, de Os Cinco, Os Sete, Noddy, Uma Aventura Em…, O Segredo de…, As Gémeas ou O Colégio das Quatro Torres - «As crianças começaram a ficar muito entusiasmadas. Ia ser divertido visitar um lugar onde nunca tinham estado, e ficarem em casa de uma prima que nunca haviam conhecido». IMAG.147-204-229-495-550

1862-11AGO1937 - Edith Newbold Jones, aliás Edith Wharton: Escritora americana, distinguida com o Prémio Pulitzer por A Idade da Inocência (1920) - «Há apenas duas maneiras de difundir a luz - ser uma vela, ou o espelho que a reflecte». IMAG.564

12AGO1907-1995 - Adolfo Rocha, aliás Miguel Torga: Escritor português - «Sei um ninho. / E o ninho tem um ovo. / E o ovo, redondinho, / Tem lá dentro um passarinho / Novo. // Mas escusam de me atentar: / Nem o tiro, nem o ensino. / Quero ser um bom menino / E guardar / Este segredo comigo. / E ter depois um amigo / Que faça o pino / A voar…». IMAG.21-142-165-168-217-261-288-307-342-352-499-538-610

13AGO1757-1815 - James Gillray: Ilustrador e caricaturista britânico, celebrado pela crítica política e pela sátira social que estilizou entre 1792 e 1810. IMAG.517

15AGO1897-1970 - Cassiano Viriato Branco, aliás Cassiano Branco: Arquitecto português - «É uma violência à sua memória aparecerem pessoas tentando dar a entender que ele era perverso na arquitectura, ecléctico, disléxico e que, umas vezes, fazia coisas sérias e, outras, uma série de disparates» (Trofa Real). IMAG.142-272-299-447

1831-15AGO1907 - Joseph Joachim: Compositor e violinista húngaro - «Não me é absolutamente simpática a tua música; contradiz tudo o que aprendi dos nossos grandes mestres, desde a minha juventude, como alimento para mente» (a Franz Liszt-1857). IMAG.383

1890-15AGO1977 - Julius Henry Marx, aliás Groucho Marx: Actor americano - «Há cineastas que não sabem inglês, e outros que nada percebem de humor». IMAG.24-136-293

1905-15AGO1987 - Jean Émile Louis Scutenaire: Poeta belga, anarquista e surrealista - «O homem toma por inteligência o uso das suas faculdades de imaginação». IMAG.520

¨ 17AGO1897-1959 - António Tomás Botto, aliás António Botto: Poeta português, autor de Baionetas da Morte - «O mais / importante na vida / É ser-se criador – criar beleza. // Para isso, / É necessário pressenti-la / Aonde os nossos olhos não a virem.» (Curiosidades Estéticas). IMAG.292-307

PARLATÓRiO

¨ Um editor achou que as minhas obras eram bastante populares, e os bandos de crianças apinhando as livrarias, ao sábado de manhã, tornaram-se um problema.
Enid Blyton

VISTORiA

Um homem na minha posição (neste momento, horizontal) está sujeito a ouvir estranhas histórias a seu respeito. Por exemplo, há anos correu o boato de que fizera figura de parvo, bebendo champanhe pela chinela de Sophia Loren. É um puro absurdo, ainda por cima difamante. Admito que tentei beber, assim, esse líquido borbulhante, mas ela nunca tirou a maldita chinela do pé. Por isso, apanhando-a distraída, foi pela sua bolsa de mão que o bebi, quase sufocando quando, acidentalmente, engoli também o baton.
-Groucho Marx
- Memórias de Um Pinga-Amor (1963)
BREVIÁRiO

¨
Quetzal edita O Lugar das Fitas de Dinis Machado (1930-2008); organização de Marta Navarro. IMAG.218-232-261-267-296-332-387-612-620

¨
Dom Quixote edita Tereza Batista Cansada de Guerra de Jorge Amado (1912-2001). IMAG.333-382-405-407-460

¨ Relógio D’Água edita O Separar das Águas e Outras Novelas de Hélia Correia. IMAG.38-69-232-233-263-574

segunda-feira, agosto 01, 2016

IMAGINÁRiO #621

José de Matos-Cruz | 01 Agosto 2017 | Edição Kafre | Ano XIV – Semanal – Fundado em 2004
PRONTUÁRiO

RESCALDOS
O 25 de Abril de 1974 abriu e forjou a carreira de Luís Filipe Rocha, testemunhada com um talento singular e solidário. Ao longo dos anos e dos filmes manifestos, mantiveram-se a integridade e a coerência do cineasta, que assumiria também, em tal intervenção artística, as suas virtualidades de evolução e maturidade. Através de várias longas metragens, pairam os valores intrínsecos da sensibilidade e da sobriedade. Em Camarate (2000), Luís Filipe Rocha culminou o melhor de um compromisso pessoal sobre a nossa realidade colectiva.
Expondo um envolvimento aliciante, prospectivo, entre as pessoas e os eventos. Tudo remonta à noite de 4 de Dezembro de 1980, durante a campanha para as eleições presidenciais. Uma avioneta Cessna 421, acabada de descolar do Aeroporto de Lisboa, despenha-se e arde em Camarate, vitimando o então Primeiro-Ministro de Portugal, Francisco Sá Carneiro, a sua mulher, Snu Abcassis, o Ministro da Defesa Nacional, Adelino Amaro da Costa, a sua esposa, o Chefe do Gabinete do Primeiro-Ministro, António Patrício Gouveia, e os dois pilotos. Acidente ou atentado? Baseando-se em factos reais, Camarate transita da feição sociopolítica para a docutrama, sob as vertentes especulativa e ficcional. Em evidência estão a chantagem afectiva, os jogos corporativos, a influência emocional, os conflitos de persuasão e de poder. IMAG.5-63-67-168

CALENDÁRiO

12JUL1936-18MAR2016 - Jan Nemec: Cineasta checo, professor e realizador de A Festa e os Convidados / O Slavnosti a Hostech (1966) - «É preciso buscar uma estilização… Um cineasta tem de lograr o seu mundo, inteiramente diferente da realidade». IMAG.521

14MAI-28AGO2016 - Em Évora, Fundação Eugénio de Almeida expõe Todo o Património É Poesia, sendo curadora Filipa Oliveira.

19MAI2016 - Fado Filmes produziu, e estreia Cinzento e Negro (2015) de Luís Filipe Rocha; com Joana Bárcia e Filipe Duarte.

19MAI2016 - NOS Audiovisuais estreia Aqui, Em Lisboa - Episódios da Vida de Uma Cidade (2015) de Gabriel Abrantes, Denis Côté, Marie Losier e Dominga Sotomayor. IMAG.571

19MAI-29JUL2016 - Em Lisboa, Galeria Ratton apresenta O Rosto do Medo - exposição de azulejo, pintura e desenho sobre papel de Graça Morais. IMAG.65-68-139-305-318-448

20MAI-30DEZ2016 - No Estoril, Fundação D. Luís I expõe, no Espaço Memória dos Exílios, O Estoril e a Paisagem Cultural Nos Anos 40.

21MAI2016-14MAI2017 - Na Amadora, Núcleo Museográfico do Casal da Falagueira expõe O G.E.A.R. - Grupo de Esquadrilhas de Aviação República.

25MAI-02OUT2016 - Em Lisboa, Torreão Nascente da Cordoaria Nacional apresenta Sombras, Máscaras e Títeres da Colecção do Museu da Marioneta - exposição de António Viana, Francisco Tropa, Jorge Queiroz e Susanne Themlitz. IMAG.351-399-555-603

25MAI-30OUT2016 - Em Cascais, Casa das Histórias Paula Rego expõe Old Meets New de Paula Rego, sendo curadora Catarina Alfaro. IMAG.11-13-31-199-205-258-269-325-342-351-357-364-370-399-416-464-486-489-515-545-596-597-620

PARLATÓRiO

"Depois de dar uma olhadela por este planeta, qualquer visitante do espaço logo diria:
– Quero falar com o gerente!"
- —William S. Burroughs

INVENTÁRiO

William Burroughs - O Fora-da-lei da Literatura

William Burroughs nunca abandonou seu projeto literário e político de questionar a estrutura da realidade. Sua obra seria melhor lida no contexto da Nova Mitologia que dizia estar criando para nossa época.
Em seu universo mágico e perigoso, o escritor descrevia a presença de estruturas arcaicas em eterno conflito. A realidade humana, no grande circo burroughsiano, nada mais é que «um universo pré-filmado e pré-gravado». Na sua ficção, vive-se numa grande Interzone infestada de piratas homossexuais, políticos mafiosos, serial killers, burocratas viciados, seitas fanáticas, cyborgs e alienígenas. Nesta cidade-mundo, «nada é verdadeiro, tudo é permitido». A própria História é um velho filme que é rebobinado toda vez que chega ao fim, e pode ser alterada apenas através de uma radical Operação Reescrita. A única saída para o escritor é expor o funcionamento dos sistemas de controle e ao mesmo tempo tentar miná-los viroticamente.
Neste cenário pessimista, o corpo humano nada mais é que uma máquina macia programada para satisfazer as necessidades absolutas de seus controladores: a Nova Gangue, um grupo paramilitar intergalático que domina a humanidade através da manipulação da imagem e da palavra. Sua tarefa, na ficção anarquista de Burroughs, é agravar os conflitos humanos colocando num mesmo planeta formas de vida irreconciliáveis. Para o autor, uma nova mitologia, nos termos que propõe, só seria possível na era espacial, «onde teremos novamente heróis e vilões quanto às suas intenções para com este planeta».
Pelos labirintos da grande zona textual de seus romances, circulam personagens que parecem saídos da realidade, como Dr. Benway, inescrupuloso médico cujo maior feito foi ter retirado o apêndice de um paciente com uma lata de sardinha enferrujada. Há também Mr. Bradley Mr. Martin, «um Deus que fracassou, um Deus do Conflito, o inventor da cruz dupla, dos dualismos». Existem os Mugwumps, répteis alienígenas que sugam humanos (chupa-cabras?) e garotos heavy metal (termo extraído de sua obra). E, claro, há o Estúdio Realidade, onde imagens e representações do mundo ao vivo estão a todo instante sendo editadas e manipuladas. A tarefa da Polícia Nova, liderada pelo Inspetor Lee, é expulsar os invasores e liberar o planeta. Profeticamente, em Naked Lunch, de 1959, Burroughs apresentava um vírus letal e misterioso (também chamado de B-23 ou vírus do amor), e que teria surgido na África, atacando principalmente homossexuais.
A obra de Burroughs – que engloba intervenções em áreas diversas – pode ser entendida como uma grande teia onde se entrecruzam disciplinas como filosofia, antropologia, psicanálise, política, pintura, cinema e cultura pop. Por isso, ela acabou contaminando personalidades de diversas áreas, como David Cronenberg, Robert Wilson, e artistas como Brian Eno, Lou Reed, Tom Waits, David Bowie, Patti Smith e Laurie Anderson.
Rodrigo Garcia Lopes
- Revista Cult (Brasil – 1997, excerto)
GALERiA

Old Meets New - Paula Rego

Old Meets New apresenta parte da produção mais recente de Paula Rego, realizada entre 2013 e 2015. As séries de pintura d'A Relíquia (2013) e d'O Primo Basílio (2015) são inspiradas nos romances homónimos de Eça de Queiroz.
A exposição mostra, pela primeira vez em Portugal, o regresso a narrativas do escritor do século XIX. Na obra recente de Paula Rego, essas ficções são encenadas, representadas e reinterpretadas num espaço de intimidade onde estas histórias ganham vida própria, através dos modelos vivos  - e sobretudo de Lila Nunes  - que seguem as visões da artista, enriquecendo-as sempre com as suas vivências e as suas próprias versões das histórias.
Paula Rego estabelece, como ponto de partida narrativo para as suas novas série de obras, os dramas morais e sociais construídos nos finais do Século XIX, numa relação directa com a literatura próxima da crítica de costumes, reinterpretando o retrato político, social e psicológico da sociedade portuguesa.

BREVIÁRiO

Universal edita em CD, sob chancela Decca, Jean Sibelius [1865-1957]: Songs por Tom Krause e Elisabeth Söderström, com os pianistas Irwin Gage e Vladimir Ashkenazy, e o guitarrista Carlos Bonell. IMAG. 213-402-404-542-551-602

Dom Quixote edita Os Voláteis de Fra Angelico de Antonio Tabucchi (1943-2012); tradução de Helena Domingos e Maria da Piedade Ferreira. IMAG.269-273-404-421-535

MEMÓRiA

1914-02AGO1997 - William Seward Burroughs, alias William S. Burroughs: Escritor e pintor americano - «Não poderia existir uma sociedade em que as pessoas não sonhem… Elas estariam mortas, passadas duas semanas». IMAG.85-141-484

05AGO1397-1474 - Guillaume Dufay: Compositor da escola franco-flamenga, de início do Renascimento, tendo influenciado autores como Josquin, Martini, Obrecht e Ockeghem. IMAG.395-492

06AGO1937-2014 - Charles Edward Haden, aliás Charlie Haden: Contrabaixista e compositor americano, cuja discografia inclui For a Free Portugal (1976) - «A próxima canção é dedicada aos movimentos de libertação do povo de Moçambique, Guiné e Angola» (1971 - I Festival Internacional de Jazz de Cascais). IMAG.337-525-547

quinta-feira, julho 28, 2016

IMAGINÁRiO #620

José de Matos-Cruz | 24 Julho 2017 | Edição Kafre | Ano XIV – Semanal – Fundado em 2004
PRONTUÁRiO

MORDIDELAS
Sem ela, não existiriam
Shi, ou Razor, ou Lady Death, ou Dawn. Aliás, a sua mordidela continua fatal, apesar da idade. Poderia ser mãe daquelas prodigiosas heroínas, já na reforma, mas ela é única e persiste em acção, mantendo uma figura escultural, estonteante. O seu nome, Vampirella – a mais célebre vampira cujas proezas foram narradas em ficção popular, desde que Bram Stoker imprimiu com sangue as páginas de Drácula, por 1897. Como todos os vampiros, também ela não nasceu - antes apareceu, pelos trágico-românticos anos ‘60, estarrecendo as histórias em quadradinhos. Quando Spider-Man começava a trepar às paredes da pop-art, e Batman se tornara um inocente produto televisivo para os miúdos, Vampirella desafiava o Comics Code Authorithy, pela luxuriante imaginação de Jim Warren, em Creepy & Eerie. A partir de então, uma extraordinária dinastia artística grafou a visão original: Neal Adams, Berni Wrightson, Barry Windsor-Smith, Richard Corben, Reed Crandall, Russ Heath, Mike Ploog, Wally Wood ou Alex Toth, até José Gonzalez lhe estabilizar a imagem fascinante e carnal…
Originária do planeta Drakulon, Vampirella chegou à Terra para caçar os monstros demoníacos que, há trinta séculos, assassinaram o seu pai.
IMAG.221-301-385

CALENDÁRiO

¢05MAI-04SET2016 - Em Lisboa, Atelier-Museu Júlio Pomar expõe Decorativo, Apenas? Júlio Pomar e a Integração das Artes, sendo comissária Catarina Rosendo. IMAG.19-312-449-495-505-534-552-553-562-582-596-604-610

µ07MAI-25SET2016 - Em Lisboa, Museu Nacional de Arte Contemporânea apresenta Depois - exposição de fotografia de André Cepeda, sendo curador Sérgio Mah. IMAG.297-543

¢10MAI2016 - Museu de Évora expõe 15 Anos da Associação de Gravura Água-Forte.

µ13MAI-01JUL2016 - Em Évora, Casa de Burgos apresenta Malagueira - Álvaro Siza’s Legacy - exposição de fotografia de Brigitte Fleck, sendo curadores Pedro Guilherme, Sofia Salema e João Soares. IMAG.41-56-298-424-432-447-495-510-579-611

¢13MAI-30AGO2016 - Em Lisboa, Palácio Nacional da Ajuda expõe Pintura Romena Moderna (1875-1945). Acervo da Fundação Bonte, em organização com Instituto Cultural Romeno, Fundação Bonte e Embaixada da Roménia.

¢18MAI-15JUN2016 - Na Lousã, Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques apresenta Blitzkrieg - A Última Grande Guerra Entre a Arte e a Apatia - exposição de pintura e desenho de João Fonte Santa e Sara Franco. IMAG.168-248-416-430-549-568

¢18MAI-17JUL2016 - Em Cascais, Casa das Histórias Paula Rego apresenta O Verão Era Assim Como Uma Casa de Morar Onde Todas as Coisas Estão… - exposição de pintura de Manuel Amado, sendo curadoras Paula Rego e Catarina Alfaro. IMAG.168

¢19MAI-10JUL2016 - Em Lisboa, Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva apresenta, na Casa-Atelier Vieira da Silva, Tables Sans Couples - exposição de pintura de Catarina Castel Branco. IMAG.435

PARLATÓRiO

Quem, como eu, nasceu numa família de pastores, aprende muito cedo a olhar os bastidores da vida e da morte.
Em breve, trava-se conhecimento com o diabo e, à maneira das crianças, sente-se necessidade de dar-lhe uma expressão concreta.
O nosso pai teve um funeral, um casamento, um baptizado, deixou uma meditação, escreveu um sermão.
Sou muito atraído pela minha infância, tenho por ela uma quase obsessão.
Trata-se de imagens, impressões claras e sensíveis. Por vezes, consigo percorrer a paisagem das minhas origens - os quartos que habitei, os móveis, os quadros na parede, a luz. É como cinema, pedaços de cintilações - e faço accionar o projector. Posso reconstituir tudo, mesmo os cheiros.
Ingmar Bergman

COMENTÁRiO

ANTONIONI
Transfigurando uma paisagem de névoa e angústia - território volúvel, cujas marcas lhe são obsessivas, opressivas, através da sofisticação urbana, ou do resguardo realista, que não esbate a densidade das relações ou a tragédia existencial, pelo conflito das luzes e das trevas - Michelangelo Antonioni desafia, sobretudo, a vertigem dos limites, o abismo dos desencantos, por uma virtual incursão pelos estímulos/mistérios da intimidade feminina, nas margens vulneráveis do fantástico - logo, tendo Monica Vitti por musa e ícone. Clássico, vanguardista - em ternos narrativos, em tensão dramática - eis um prodígio de rigor e sensibilidade, entre a síntese casuística e a dilatação emocional… Com o abandono e a tragédia, a solidão e a fantasia, a vitimação e o vazio, o desespero e a precariedade, vislumbra-se - para além da crispada travessia pelos infernos sociais - uma outra dimensão afectiva e solidária, a qual constitui a matéria transitória, sublimatória, do imaginário em transe.

VISTORiA

Caracterização Psicológica do Povo Português
O Português é um misto de sonhador e de homem de acção, ou melhor, é um sonhador activo, a que não falta certo fundo prático e realista. A actividade portuguesa não tem raízes na vontade fria, mas alimenta-se da imaginação, do sonho, porque o Português é mais idealista, emotivo e imaginativo do que homem de reflexão. Compartilha com o Espanhol o desprezo fidalgo pelo interesse mesquinho, pelo utilitarismo puro e pelo conforto, assim como o gosto paradoxal pela ostentação de riqueza e pelo luxo. Mas não tem, como aquele, um forte ideal abstracto, nem acentuada tendência mística. O Português é, sobretudo, profundamente humano, sensível, amoroso e bondoso, sem ser fraco. Não gosta de fazer sofrer e evita conflitos, mas, ferido no seu orgulho, pode ser violento e cruel. A religiosidade apresenta o mesmo fundo humano peculiar ao Português. Não tem o carácter abstracto, místico ou trágico próprio da espanhola, mas possui uma forte crença no milagre e nas soluções milagrosas.
Há no Português uma enorme capacidade de adaptação a todas as coisas, ideias e seres, sem que isso implique perda de carácter. Foi esta faceta que lhe permitiu manter sempre a atitude de tolerância e que imprimiu à colonização portuguesa um carácter especial inconfundível: a assimilação por adaptação.
O Português tem um vivo sentimento da Natureza e um fundo poético e contemplativo estático diferente dos outros povos latinos. Falta-lhe também a exuberância e a alegria espontânea e ruidosa dos povos mediterrâneos. É mais inibido que os outros meridionais pelo grande sentimento do ridículo e medo da opinião alheia. É, como os Espanhóis, fortemente individualista, mas possui grande fundo de solidariedade humana. O Português não tem muito humor, mas um forte espírito crítico e trocista e uma ironia pungente.
Jorge Dias
(1950 - excerto)
MEMÓRiA

O 24JUL1787-1858 - Rodrigo da Fonseca Magalhães: Par do Reino, deputado, Conselheiro e Ministro de Estado - «Quando toda a gente funcionava por exclusão, ele funcionava por atracção. Era um congregador de pessoas… Aparentava simplicidade e modéstia, para que a sua superior inteligência (e erudição) não ofendesse(m) o comum dos mortais. Tinha todavia a pele fina e o seu orgulho ofendia-se com facilidade» (Maria de Fátima Bonifácio). IMAG.140-504

27JUL1867-1916 - Pantaleón Enrique Joaquín Granados Campiña, aliás Enrique Granados: Compositor espanhol, autor de Goyescas - «Amo a Catalunha. Quero-lhe acima de tudo, mas a minha música nasce por temperamento. A fantasia do artista é como um crisol no qual se depositam todos os materiais para que, uma vez unificados, surja a obra». IMAG.382-556-561

¢28JUL1887-1968 - Henri-Robert-Marcel Duchamp, aliás Marcel Duchamp: Pintor, escultor e poeta francês, cidadão americano a partir de 1955, inventor dos ready made - «A arte costuma ter a bela ideia de desperdiçar todas as teorias artísticas». IMAG.24-127-595

29JUL1917-2004 - Maria Paula Rosado Couvreur de Oliveira, aliás Maria Paula: Actriz e cantora portuguesa, de cinema e teatro - «É muito difícil ser actor. Mas gosto da vida, gosto de tudo quanto é bonito, de tudo quanto é bom». IMAG.11-501

1912-30JUL2007 - Michelangelo Antonioni: Cineasta italiano - «Não me considero um sociólogo ou um político. Nos meus filmes, procuro apenas imaginar o que será o futuro, e como se representará». IMAG. 99-158-206-264-319-343-388-403-475

1918-30JUL2007 - Ingmar Bergman: Cineasta e encenador sueco - «Muitas pessoas de teatro esquecem que o nosso trabalho no cinema começa com o rosto humano. Podemos, com certeza, deixar-nos absorver completamente pela estética da montagem, podemos reunir objectos e seres inanimados num ritmo fascinante, podemos fazer composições do real de uma beleza indestrutível… Mas a possibilidade de nos aproximarmos de um rosto humano é, sem dúvida, a originalidade primeira e a qualidade que distingue o cinema». IMAG.28-112-113-125-158-186-215-331-362-399-412-422-470-495-540

31JUL1907-1973 - António Jorge Dias: Etnólogo e antropólogo português - «[O Português] É um povo paradoxal e difícil de governar. Os seus defeitos podem ser as suas virtudes, e as suas virtudes os seus defeitos, conforme a égide do momento» (Os Elementos Fundamentais da Cultura Portuguesa - 1953).IMAG.431

BREVIÁRiO

Universal edita em CD, sob chancela Decca, Benjamin Britten [1913-1976]/[Samuel] Barber [1910-1981]: Piano Concertos; Nocturnes por Elizabeth Joy Roe, com London Symphony Orchestra, sob a direcção de Emil Tabakov. IMAG.71-298-443-473-481-485-589-612

¨ Quetzal edita O Lugar das Fitas de Dinis Machado (1930-2008); organização de Marta Navarro. IMAG.218-232-261-267-296-332-387-612

¨ Marcador edita Samarcanda de Amin Maalouf; tradução de Paula Caetano.


terça-feira, julho 19, 2016

IMAGINÁRiO #619

José de Matos-Cruz | 16 Julho 2017 | Edição Kafre | Ano XIV – Semanal – Fundado em 2004

PRONTUÁRiO

DINOSSAUROS

Há 150 milhões de anos, os dinossauros dominam o mundo, enfrentando duras provações - com a desertificação do meio natural, e os cataclismos relativos à formação dos continentes. Little Foot é um brontossauro, cuja mãe faleceu ao enfrentar um feroz tiranossauro, em defesa do seu bebé. Alimentando-se de carne, esse símbolo do mal aterrorizará a jornada que Little Foot empreenderá, com outros companheiros, até uma região verdejante e aprazível, autêntico paraíso após tantos riscos e agruras de viagem… Eis Em Busca do Vale Encantado/The Land Before Time, uma longa metragem de animação produzida por Steven Spielberg & George Lucas, e realizada em 1988 por Don Bluth.
Nesse mesmo ano, a Companhia Walt Disney começou a esboçar o projecto de
Dinossauro/Dinosaur (2000), cuja realização, a partir de 1994, caberia a Eric Leighton & Ralph Zondag – este, discípulo de Don Bluth que, em 1969, abandonara os Estúdios da Disney… Além de tais relações ou coincidências factuais e ficcionais, quanto à solidariedade face aos perigos da sobrevivência, assumida pelos jovens heróis dos tempos da pré-história, Em Busca do Vale Encantado converteu-se numa saga de sucesso, repercutida em múltiplas aventuras. IMAG.175-506



CALENDÁRiO

¸05MAI2016 - Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo realizaram, e estreiam Mudar de Vida - José Mário Branco, Vida e Obra (2014). IMAG.200-390-537

¸05MAI2016 - Midas Filmes estreia Rio Corgo (2015) de Maya Kosa e Sérgio da Costa; com Joaquim Silva.

12MAI-11JUN2016 - Bedeteca da Amadora apresenta Banda Escrita: André Oliveira - Uma Exposição Em Torno do Trabalho do Argumentista. IMAG.424-163

PARLATÓRiO

Nesta máquina do mundo, entrando também nela os céus, as estrelas têm seu curso ordenado, que não pervertem jamais; o sol tem seus limites e trópicos, fora dos quais não passa; o mar, com ser um monstro indómito, em chegando às areias, pára; as árvores, onde as põem, não se mudam; os peixes contentam-se com o mar; as aves com o ar; os outros animais com a terra. Pelo contrário, o homem, monstro ou quimera de todos os elementos, em nenhum lugar pára, com nenhuma fortuna se contenta, nenhuma ambição, nem apetite o farta; tudo perturba, tudo perverte, tudo excede, tudo confunde, e como é maior que o mundo não cabe nele.
Padre António Vieira
- O Homem e o Mundo

SUMÁRiO

Padre António Vieira
¨ António Vieira (1608-1697) nasce em Lisboa. Aos seis anos vai para o Brasil, onde completa a formação na Companhia de Jesus. Cedo afirma o dote de oratória, tornando-se pregador e professor. Em 1644, D. João IV nomeia-o pregador real e conselheiro. Participa em missões diplomáticas pela Europa e critica a Inquisição; defende legislação que proteja os índios brasileiros e reclama a integração dos judeus na sociedade portuguesa. Em 1663, o Tribunal do Santo Ofício persegue-o, sendo o indulto real a sua salvação. Vai para Roma até 1675, regressando a Portugal, onde se sente indesejado, e parte para o Brasil aos 73 anos. Além de se dedicar às missões da Companhia de Jesus no Maranhão, escreve A Chave dos Profetas.
30MAR2013 - Diário de Notícias - Queficiente de Inteligência

BREVIÁRiO

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Temas e Debates edita Escritos Sobre os Índios do Padre António Vieira; coordenação de Ricardo Ventura.

TRAJECTÓRiA

MARCONI
Físico transalpino, Guglielmo Marconi nasceu em Bolonha, a 25 de Abril de 1874. Estudou em Bolonha, Florença e Leghorn. Seguindo as pesquisas de outros investigadores como Heinrich Hertz, para quem as ondas magnéticas que vibrassem no ar poderiam gerar sons, comprovou tal teoria em 1894-1895, no celeiro da casa onde morava em Pontecchio, transformado em laboratório. Assim experimentados os princípios elementares, em 1896 inventou a rádio, o primeiro sistema de telegrafia sem fios, logrando no ano seguinte enviar mensagens a grandes distâncias. Tendo a Itália rejeitado com displicência a oferta da sua criação, e sendo filho de uma irlandesa, decidiu emigrar para a Grã- Bretanha. Em 1899, conseguiu a transmissão sem fios do Código Morse através do Canal da Mancha. Em 1909, recebeu o Prémio Nobel da Física, juntamente com o alemão Karl Ferdinand Braun, autor do osciloscópio e que também interviera nas investigações telegráficas. Em 1927, Marconi retransmitiu um espectáculo teatral a partir de Buenos Aires e, em 1930, acendeu as luzes do Palácio da Justiça de Sydney sem usar qualquer interruptor manual, desde a sua nave Electra, ancorada no porto de Génova. Com a rádio e os seus derivados, Marconi franqueou um horizonte tecnológico inimaginável, mesmo para ele próprio. Embora tardiamente, o país natal honrou-o em vida, tendo recebido do Rei o título de Marquês, em reconhecimento pelo seu trabalho. Marconi faleceu em Roma, a 20 de Julho de 1937, e foi precisamente o meio por ele concebido, a rádio, que anunciou a funesta ocorrência ao mundo inteiro.

Lampedusa
Escritor italiano, Giuseppe Tomasi di Lampedusa nasceu a 23 de dezembro de 1896, em Palermo. Oriundo de uma das mais ancestrais famílias da nobreza siciliana, arruinada na altura do seu nascimento, era filho do duque de Parma e neto do príncipe de Lampedusa.
Viveu uma juventude boémia e irresponsável, manifestando no entanto grande interesse pela biblioteca da família, rica em volumes de língua estrangeira que lia com entusiasmo. Não obstante, a família, muito em particular a mãe, procurou desmotivá-lo das suas aspirações literárias.
Com a deflagração da Primeira Grande Guerra, cumpriu o serviço militar como oficial de artilharia, até ser capturado na Hungria, mas conseguindo escapulir-se da prisão, não teve outra solução senão caminhar de volta para Itália. De regresso a casa, foi vítima de um esgotamento nervoso.
Em 1926, após a morte da mãe, Lampedusa deu início à publicação de uma série de artigos sobre os escritores franceses do século XVI num periódico genovês.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Lampedusa optou por passar longas temporadas no estrangeiro. De visita a um tio, embaixador italiano em Londres, conheceu uma refugiada vinda da Lituânia, a Baronesa Alessandra Wolff-Stomersee, com quem casou. Em 1955 começou a escrever Il Gattopardo (1958), obra que veio a ser considerada como a sua melhor criação. Il Gattopardo foi publicado após a morte do autor, a 23 de julho de 1957, ocorrida em Roma. Enviado anonimamente e a princípio rejeitado pelo também escritor Elio Vittorini, talvez pela sua análise fria do anacronismo e da nostalgia, o manuscrito acabou por ser descoberto, tornando-se num grande sucesso comercial. O romance retrata a decadência de uma família siciliana, desde os tempos da Unificação Italiana até 1910, cobrindo cerca de cinquenta anos de história. Esta sua obra foi adaptada para o cinema pelo realizador italiano Luchino Visconti em 1963, com a participação de atores como Burt Lancaster e Alain Delon.
Foram também publicados a título póstumo os seus Racconti, em 1961, e os seus ensaios, em dois volumes, entre 1959 e 1971.

MEMÓRiA

¨ 17JUL1937-2015 - Vítor Silva Tavares: Escritor e editor português, fundador da &etc - «Dotado de uma cultura, com grande capacidade de observação, forte ironia e uma escrita de muita qualidade» (João Rodrigues/Sextante). IMAG.225-586

1926-17JUL1967 - John William Coltrane, aliás John Coltrane: Compositor de jazz e saxofonista americano - «A maioria dos músicos está interessada na verdade… A minha arte é a expressão natural da minha fé, do meu conhecimento, do meu ser». IMAG.190-499-528-538-559-579

Desenho de Susana Resende (c) 2015
1608-18JUL1697 - Padre António Vieira: Escritor português, filósofo e orador da Companhia de Jesus - «Demócrito ria, porque todas as coisas humanas lhe pareciam ignorâncias; Heraclito chorava, porque todas lhe pareciam misérias: logo maior razão tinha Heraclito de chorar, que Demócrito de rir; porque neste mundo há muitas misérias que não são ignorâncias, e não há ignorância que não seja miséria». IMAG.118-139-165-191-215-226-237-241-295-494-553-566

¯ 18JUL1927-2015 - Kurt Masur: Maestro alemão, radicado nos EUA - «Acreditava no poder da música para unir a humanidade de um modo cada vez mais intenso» (Alan Gilbert). IMAG.245-598

1874-20JUL1937 - Guglielmo Marconi: Físico italiano, inventor da telegrafia sem fios - «Só progredimos, quando estamos cientes de que poderemos ir muito mais além… Cada dia que passa, sinto a humanidade cada vez mais vitoriosa na sua luta com o espaço e o tempo». IMAG.139-464

1685-23JUL1757 - Domenico Scarlatti: Compositor italiano de inspiração barroca, nascido Nápoles, autor de Stabat Mater (cerca de 1715), viveu na corte de Portugal em 1719-1727, sendo Mestre da Capela Real de D. João V e professor dos príncipes seus filhos. IMAG.64-139-253-324-384-536

1896-23JUL1957 - Giuseppe Tomasi di Lampedusa: Escritor italiano, autor de O Leopardo (publicado em 1958) - «A não ser que nos salvemos, dando as mãos agora, eles submeter-nos-ão à República. Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.» (Príncipe de Falconeri). IMAG.105-189-276-295-410-591

¸ 23JUL1967-2014 - Philip Seymour Hoffman: Actor americano, distinguido com o Oscar por Capote (2005) - «A diversidade de trabalhos a que se propôs nos mais de cinquenta papéis no cinema que compõem a sua filmografia não deixa de ser admirável» (João Moço). IMAG.84-499